terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Glenn Hughes ao vivo

Na última sexta-feira (17 de dezembro), o cantor e baixista Glenn Huges encheu a Ilha dos Pescadores, tradicional reduto de pagodeiros na Barra da Tijuca.
O público roqueiro tomou a casa e cantou a noite toda as canções executadas por The Voice of Rock e sua banda formada por:

Glenn Hughes - voz e baixo
Soren Andersen - guitarra
Pontus Engborg - bateria
Anders Olinder - teclado

Excelente banda com destaque para o jovem e técnico baterista sueco, Pontus Engborg.




Hughes trouxe o show da turnê de seu mais recente disco solo, First Underground Nuclear Kitchen.




O som estava bom e o palco baixo, estilo Circo Voador anos 80, criou uma sensação de proximidade muito boa com os músicos.
O serviço era péssimo, com alguns bares isolados e pequenos, o que fez com que o público consumisse muito pouco. Só para constar, bebi uma água de 300 ml por R$ 2,50 - bastante caro. No entanto a cerveja Bavaria em lata estava sendo vendida por R$ 2,00 - como eu tinha passado o dia todo na praia jogando volei, não quis arriscar beber cerveja, muito menos Bavaria.




Hughes é muito carismático e carinhoso com todos. Distribui apertos de mão, sorrisos e até um beijinho na boca do guitarrista da banda.
O guitarrista dinamarquês, Soren Adersen, também interage bem com a platéia e tem muita presença de palco. Quanto à sua técnica de guitarra, não chegou a me impressionar, mas conseguiu segurar bem, mesmo nos clássicos do Deep Purple.
O público muito próximo esticava os braços na direção de Hughes e Andersen, mas sem atrapalhar a execução das músicas - sem esbarrar nos instrumentos - mostrando uma surpreendente educação. Não havia seguranças visíveis e, apesar da empolgação da platéia, ninguém subiu no palco ou esbarrou nos músicos. Foi um show civilizado e vibrante como só um músico do porte de Glenn Hughes aliado a uma platéia com verdadeiro espírito rock 'n' roll podem proporcionar. 

Hughes ainda falou sobre a banda Black Country Communion - seu recente supergrupo formado com Joe Bonamassa, Jason Bonham e Derek Sherinian.

O repetório de sexta-feira passeou por músicas do Trapeze, do Deep Purple e da carreira solo.
Set list do show na Ilha dos Pescadores:

Muscle And Blood
Touch My Life
Sail Away
Medusa
You Kill Me
Can't Stop The Flood
Mistreated
Keepin' Time
Stormbringer
Soul Mover
(Bis)
Addiction
Burn

 
Alguns videos do show podem ser vistos aqui.




No mais houve um show de abertura de uma banda de rock chamada Seu Roque. A equalização dos instrumentos deles estava ruim, o que prejudicou um pouco. Achei as músicas fracas com um ou outro momento interessante. O vocalista estava um tanto acanhado, talvez por algumas manifestações isoladas na platéia que pediam para que saíssem do palco. No entanto havia um grande grupo apoiando a banda e até alguns cantando suas músicas.

No final do show de Glenn Huges, ele e o guitarrista jogaram muitas palhetas. Estavam tão perto que dava até pra pegar com a boca.

Espero que retorne em breve trazendo o Black Country Communion para um show aqui no Rio.

Clube do Blues

Clube do Blues é uma apresentação de blues ao vivo que ocorre toda quinta-feira em Laranjeiras.

Começou com alguns músicos se reunindo para tocar e hoje é um evento que atrai muitos amantes do blues.
A banda tem uma cozinha formada por Pedro Strasser (bateria), Claudio Bedran (baixo). As guitarras e vocais variam de acordo com a disponbilidade da galera.
Começou com a voz e guitarra de Mauricio Sahady e foi adiconando Álamo Leal, Otávio Rocha e Cristiano Crochemore, além de canjas eventuais de outos músicos de blues como Beto Werther (bateria).

Na última quinta-feira (16 de dezembro), Cristiano Crochemore assumiu a guitarra e voz, acompanhado de Otávio Rocha também na guitarra e no slide. Três músicos da banda Blues Etílicos e mais o Cristiano formaram um time de primeira.





O som rola na Maracatu Brasil, loja de instrumentos e escola de percussão que pertence ao baterista Guto Goffi.  O Guto cede o espaço com toda boa vontade e o púbico pode curtir um blues de excelente qualidade sem pagar nada.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Glenn Hughes nessa sexta

The Voice fará uma apesentação nessa sexta-feira, na Ilha dos Pescadores na Barra da Tijuca.

Imperdível.



Datas e outras cidades veja aqui: http://www.awo-mkt.com/glenn_hughes_27.html

Torço para que volte no ano que vem pro Rock In Rio com o Black Country Communion.

For those about to rock... we salute you!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Shows em 2011

Até o momento foram anunciados grandes shows para o ano de 2011, com respectivos grandes preços para cada um deles.

No sábado passado rolou Stone Temple Pilots no Circo Voador. Não fui. Achei caro o ingresso de R$150.

A programação para o ano que vem no entanto vai manter a mesma linha de preços exorbitantes.

Já garanti o meu ingresso pra ver o Maiden pela 7a. vez.

Então, contabilizando até agora:

27/03/2011 - Iron Maiden - pista premier = R$200 (meia) - HSB Arena
06/04/2011 - Slash feat. Myles Kennedy - pista única = R$ 150 (meia/kg de alimento - preço estimado) - Circo Voador
07/04/2011 - Ozzy Osbourne - pista premium = R$ 250 (meia) - CitiBank Hall
25/09/2011 - Metallica e etc. - pista única = R$ 105 (antecipada meia) - Nova Cidade do Rock

TOTAL = R$ 705 (até agora)
 
Myles Kennedy e Slash
Os ingressos antecipados para o Rock In Rio, festival tadicional que ocorrerá em setembro(!!), tiveram suas vendas suspensas. Venderam o primeiro lote de 100 mil ingressos. Nada mal, para o Medina, virar o ano com 10 milhões de arrecadação sem desembolsar nenhum tostão até agora.
Acredito que colocarão mais ingressos a venda, depois que os compradores definirem os dias de seus ingressos-cartão rock in rio. Essa definição será na segunda semana de janeiro.
Vendendo em blocos de 100 mil, os organizadores estão garantindo que quem comprou poderá escolher exatamente o dia que quer ir, sem risco de esgotarem os lugares.
Quem comprar a segunda leva, já saberá se algum dia do festival está lotado.
Foi um mecanismo um tanto primitivo, mas eficaz.

Tentei comprar o ingresso do Ozzy no sábado passado, mas por problemas técnicos decorrentes do corte de luz, o sistema estava fora e não estavam vendendo nada. Isso ocorreu bem no dia do show do Zeca Pagodinho - sorte da casa (CitiBank Hall) que o show do Zeca já estava todo vendido, senão o prejuízo seria enorme. Saí de lá sem meu ingresso do Ozzy que, depois de secarem os ingressos antecipados do Rock In Rio, comecei a ficar com um certo medo de acabar também.

For those about to rock, we salute you!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Horário eleitoral

Ontem assisti ao horário eleitoral gratuito da televisão com as campanhas de Dilma e Serra para presidente.

And the Oscar goes to....

"Eu conheço o Serra há mais de 30 anos e sei o mal que ele pode fazer a este país."
              - Fernando Moraes (escritor)


O mundo é mau.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Teorias da conspiração

Todo mundo já ouviu as mais estapafúrdias teorias conspiratórias pelo menos um vez na vida.
As internacionais mais famosas são as que envolvem o assassinato do presidente norteamericano John Kennedy, a primeira expedição tripulada a pousar na lua e, mais recentemente, o atentado de 11 de setembro às torres do World Trade Center.


A teoria sobre o tentado do WTC é bem detalhada no filme Zeit Geist.

Mas pouca gente lembra das teorias conspiratórias brasileiras. A mais interessante é a que trata sobre a morte dos presidentes João Goulart, Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves.
Segundo essa tese conspiracionista, os três foram assassinados misteriosamente pela Operação Condor, um complô internacional envolvendo os governos militares do Brasil, Argentina, Chile e Paraguai.
Jango morreu em 6 de Dezembro de 1976 e, segundo versão oficial, teria sido vítima de problemas cardíacos, mas tem gente que jura que ele foi envenenado.

O falecido ex-governador Leonel Brizola, casado com a irmã de Jango, defendia essa tese. Ele dizia, ainda, que Jango não foi a única vítima do esquema internacional. Segundo ele, a Operação Condor também seria responsável pela morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que se envolveu num suposto acidente de carro em 22 de agosto de 1976. Os adeptos da tese alegam três razões para o acidente: sabotagem, bomba ou motorista baleado. Aliás, no ano seguinte morre Carlos Lacerda, quando articulava a recuperação de seus direitos políticos cassados. O que liga as mortes dos três políticos (dois ex-presidentes e um ex-governador) e alimenta a paranóia é que os três haviam se aproximado e planejavam uma frente ampla tri-partidária para forçar uma eleição para presidente com um candidato civil que tivesse chances reais de ser eleito.

Outra morte cheia de pontos obscuros foi a de Tancredo Neves. Ele foi internado com diverticulite intestinal e faleceu depois de 38 dias de internação e sete cirurgias. As hipóteses levantadas foram inúmeras, entre elas, atentado e envenenamento.
A hipótese de atentado à bala conta ainda com depoimentos de gente que "jura que viu" a extinta TV Manchete noticiar extraordinariamente de madrugada que o presidente eleito havia sido vítima de atentado à bala.
Essa é uma teoria que eu queria ver num filme.

O mundo é mau.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sobre garotas e maçãs

Adaptado de um texto de Pete Wentz, baixista da banda ruinzinha Fall Out Boy:

Garotas são como maçãs... as melhres estão no topo da macieira.
Os rapazes não querem ir até elas porque têm medo de cair da árvore.
Em vez disso, eles simplesmene recolhem as maçãs podres que estão no chão. Essas não são tão boas, mas são fáceis de pegar.
Assim as maçãs do topo começam a pensar que há algo de errado com elas...
Só precisam esperar pelo cara certo escalar a árvore até o topo.
Mas o bom comedor de maçã não quer correr esse risco.
Ele fica esperando elas caírem de maduras.

O mundo é mau.

PS: Aliás não sei porque essa metáfora de mulheres e maçãs. Peras seriam muito mais apropriadas para isso.

PPS: Sim, roubei essa idéia do blog Catarro Verde.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eleições 2010 - 1º Turno RJ

A eleição para governador do Rio ficou dentro do previsto.

Previsto por quem entende e acompanha a política há mais de 20 anos, porque se dependêssemos dos institutos de pesquisa para analisar a “tendência” do eleitorado, estaríamos ainda vivendo na Wonderland de Lewis Carroll.

Com a saída do ex-gorvernador, ex-prefeito e ex-croque Garotinho (referência a uma das poucas piadas ainda boas do Casseta e Planeta) da disputa pelo governo do Estado, Sérgio Cabral acabou herdando os votos dele. Garotinho correu para a Câmara dos Deputados, onde gozará de foro privilegiado por 4 anos, tempo suficiente para seus advogados conseguirem apagar os incêndios e as denúncias contra ele perderem força e sumirem do noticiário. Jogada de mestre.

Gabeira ficou com praticamente os mesmos votos que teve para prefeito, ou seja, metade dos votos da capital. A capital fluminense equivale a cerca de 40% do eleitorado do estado, o candidato do Partido Verde ficou com seus 20% esperados. Cabral e Garotinho deveriam dividor os 66% de votos, mas sem o segundo na disputa, Cabral levou tudo. Nunca foi tão fácil re-eleger um governador.

Para o Senado a coisa foi mais emocionante. O ex-deputado, ex-prefeito e ex-croque, César “Cidade da Música” Maia, saiu em segundo (?!?!) de acordo com os Institutos de Pesquisa (só rindo mesmo), atrás do senador Marcelo “Universal” Crivela, mas foi atropelado por Lindberg “do pó” Farias e Jorge “Godfather” Picciani, graças ao apoio maciço de Lula e Cabral aos dois. Lindberg disparou e terminou em primeiro, arrastando consigo o Picciani que quase passou o Crivela (Jesus não permitiu, aleluia!.. com ironia, por favor).

Bizarro mesmo é a eleição para deputados federal e estadual. Enquanto alguns deputados são eleitos com pouco mais de 10 mil votos, outros com mais de 30 mil ficam de fora... vai entender esse sistema eleitoral.
O mais engraçado é ver candidatos com 6, 7, 8 votos. Patético. O cara não tem nem 10 amigos pra votar nele??

A “surpresa” maior foi o resultado para Presidente do Brasil, José Serra conseguiu quase 33% dos votos enquanto que a candidata oficial ficou com 46%. Boa surpresa foi a Marina Silva que conseguiu 20% dos votos, um grande feito para a candidata do PV. Mais um fiasco para a conta dos institutos de pesquisa.

Teremos um segundo turno entre a petista Dilma, alavancada pelo presidente Lula, e o tucano Serra, renegado por seus pares do PSDB.

Se tivesse que apostar, apostaria na Dilma. All-In!

A grande vencedora continua sendo a democracia brasileira. Que permaneça assim.

Em tempo, o melhor slogan de campanha do Brasil: “Tiririca. Pior que tá não fica.” – deputado federal mais votado do Estado de São Paulo.

O mundo continua mau.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Paul Di'anno nessa quinta

O cantor Paul Di'anno, primeiro vocalista da banda Iron Maiden, vai fazer um show no Rio nesta quinta-feira, 26 de agosto, no Hard Rock Cafe.

A turnê é uma comemoração do 30º aniversário do primeiro álbum do Iron Maiden.



The Beast, como é conhecido, vai cantar músicas dos dois primeiros discos do Maiden e algumas outras.

Provável set list do show:

01. The Ides Of March
02. Wrathchild
03. Prowler
04. Marshall Lockjaw
05. Murders In The Rue Morgue
06. Mad Man in the Attic
07. Strange World
08. The Beast Arises
09. Children Of Madness
10. Genghis Khan
11. Remember Tomorrow
12. Faith Healer
13. A Song For You
14. Killers
15. Phantom of the Opera
16. Iron Maiden
17. Running Free
18. Transylvania
19. Blitzkrieg Bop
20. Sanctuary

Informações oficiais do Hard Rock Cafe:
O show acontecerá na quinta feira, dia 26 de agosto a partir das 20h. O ingresso antecipado custa R$50,00 (promocional, meia entrada já inclusa) e na hora custará R$70,00 (promocional, meia entrada já inclusa).

Pontos de venda:
Headbanger, Tijuca - 2284-1034
Snake Pit, Copacabana - 2549-3988
Sempre Música, Ipanema - 2523-9405
Sempre Música, Catete - 2265-6910
Skate Rock, Caxias - 2671-7838 / 3659-9510
Rock N Roll, Barra - 2421-1142
Underground Rock Wear, Bangu - 3159-4354


Vejo vocês lá.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Para quem acha que já perdeu ou está perdendo tempo

As palavras de Mason, Waters, Wright e Gilmour fizeram sentido de repente.

"Cansando de deitar-se ao sol, fica em casa para olhar a chuva
você é jovem e a vida é longa e há tempo para matar hoje.
E então um dia você descobre que dez anos ficaram para trás
ninguém te disse quando correr, você perdeu o tiro de largada.
Então você corre e corre para alcançar, mas o sol, este está afundando
correndo em torno para surgir atrás de você de novo
o sol é o mesmo, de um modo relativo, mas você está mais velho
sem fôlego e um dia mais perto da morte."

O mundo é mau.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ozzy Osbourne - Scream (2010)


Finalmente meu CD novo do velhinho das trevas, Ozzy Osbourne, chegou.

Ouvi tudo com atenção umas 3 vezes.

Resultado: decepção.

Isso sempre acontece quando crio expectativas sobre algo. Todo mundo falou bem e tal, daí achei que valia a pena - e o Ozzy merece tal crédito.
O guitarrista novo, Gus G., é bom. Tem um estilo semelhante ao do Zakk Wylde, que por sua vez tem o mesmo estilo (ou tenta ter) do falecido Randy Rhoads,
Sinceramente, fique com esse último.

Algumas músicas boazinhas nesse CD Scream. Nada inovador, nada clássico.

Dispensável.

2 de 5 estrelas.

Ogro.

PS: resenha curta no estilo do Get The Led Out

quinta-feira, 29 de julho de 2010

F1 e a ética de Dick Vigarista

Para os amantes da Fórmula 1, como eu, fica mais uma vez o gosto amargo da trapaça.

Se eu tivesse conta bancária no Santander, tinha fechado na segunda-feira.
Já devolvi minha Ferrari para a concessionária.

Você compraria um carro usado do sujeito aí da foto?

O mundo continua mau.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Da série Eleições 2010


"Se todo mundo que vai votar no Serra porque não gosta da Dilma, e que vai votar na Dilma porque não gosta do Serra, votasse na Marina, ela estava eleita no primeiro turno."
- Ogro (citando a mim mesmo)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Dia Internacional do Rock

Antes de mais nada, aviso que acho uma tremenda babaquice essa história de dia disso, dia daquilo, dia do pai, da mãe, do homem, da mulher, do amigo, do vizinho, do cachorro, do papagaio... tudo uma enorme falta do que fazer - ou, como diriam meus amigos paranaenses, uma puta falta de palhaçada!

Jimi Hendrix - um ícone do rock

Entretanto, para não perder o ensejo do Dia Internacional do Rock - que é hoje -, aqui vai um jabazinho.

Sou o novo colaborador do novo blog bilíngüe (com trema ainda pois sou tradicionalista em se tratando de roquenrol) Get The Led Out.

O título do blog é uma referência à expressão muito usado nas rádios dos Estados Unidos nos anos 70 e 80 que significa tocar um sucesso do rock para manter ou dar um gás na audiência. Inicialmente queria dizer literalmente colocar uma música do Led Zeppelin para tocar, mas com o tempo virou um termo mais genérico.

O blog Get The Led Out vai falar sobre álbuns de rock clássico, com posts em inglês e em português (ou qualquer outra língua que pintar através dos colaboradores), portanto vai deixando uma janela do Firefox aberta em algum dicionário online.

Feliz Dia do Rock pra você.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Final Inédita prevista pelo polvo vidente



Depois de acertar o resultado do jogo Argentina X Alemanha, o polvo vidente acerta mais uma: Espanha na final.



A voz do polvo é a voz de Deus.

A propósito, o nome do bicho é Paul. Paul, o polvo.

A Holanda segue firme rumo ao tri.. vice!



sexta-feira, 2 de julho de 2010

Brasil classificado para a Copa de 2014

Parece que a FIFA conseguiu o resultado que queria. Tirou o Brasil da Copa.


Colaboraram, Felipe Melo e Dunga.

A Holanda entrou no jogo achando que teria tempo de cozinhar e pensar. Se enganou.
O Brasil foi pra cima e fez uma marcação adiantada.
Sem espaço para tocar a bola, a Holanda esbarrou na limitação técnica dos seus jogadores - também presente em muitos jogadores do Brasil, mas nem todos.
Tomou um gol aos 10 minutos e ficou acuada todo o primeiro tempo.

Começaram então a jogar como um time sulamericano. Coisa que eu nunca tinha visto os holandeses fazerem.
Qualquer bola dividida se jogavam, faziam o maior teatro. E chegavam duro em todas.
Fizeram a velha e famosa catimba platina, comum em equipes da Argentina e do Uruguai.

No segundo tempo, o Brasil entrou frouxo e deu espaço para os holandeses pensarem.
Se há algo que o time da holanda faz bem melhor do que o time brasileiro é isso: pensar.
Foram ao ataque e continuaram a catimba. Pressionada, a seleção brasileira começou a ficar tensa, irritada, emotiva.
Os jogadores da Holanda perceberam e, frios como sempre, continuaram catimbando, batendo e se jogando para tentar enganar o árbitro.
Fizeram um gol na sorte, na falha da defesa: uma bola cruzada acabou entrando direto.
O Brasil estava totalmente desequilibrado emocionalmente e os holandeses souberam aproveitar.
Fizeram o segundo gol numa cobrança de escanteio com mais uma falha da defesa brasileira que não marcou a bola na primeira trave.
Daí pra frente foi administrar o jogo e continuar irritando o Brasil.
O juizão, vendo que o resultado que a FIFA queria já estava no placar, parou de dar cartões aos violentos holandeses para não prejudicá-los no próximo jogo e nem expulsar nenhum deles nesse.
Felipe Melo fez aquilo que todos temiam que ele fizesse na Copa e foi expulso.
Daí foi esperar o tempo passar.

Dunga pagou o preço de convocar somente os jogadores que ele confiava, a maioria jogadores comuns.
Agora é aturar os abutres de plantão da crônica esportiva massacrando o Dunga.

O Brasil está fora da Copa de 2010.
Agora é começar a preparação para jogar em 2014.

Como diria o Vanucci: o Brasil é logo ali.

PS: A foto é do pé-frio do Mick Jagger que, depois de torcer para Inglaterra e Estados Unidos, resolveu torcer para o país do seu filho e deu nisso.

terça-feira, 22 de junho de 2010

É Dunga e mais 23

Depois dos xingamento entreouvidos pela captação dos microfones da FIFA do Dunga, treinador da Seleção Brasileira, dirigidos ao reporter esportivo Alex Escobar, a Globo ficou mordida.
Valeu até um editorial boboca de Tadeu Schmidt no Fantástico para falar mal, mais um vez, do treinador da Seleção.


O Brasil jogou mal na estréia? A culpa é do Dunga.
Não importa que historicamente todas as estréias em Copa do Mundo foram ruins para nós.
O Kaká foi expulso? A culpa é do Dunga.
O Juiz? Não! O Juiz foi perfeito na partida.
Portugal meteu 7 x 0 na Coréia do Norte? A culpa é do Dunga.

Tá difícil.

O Dunga não convocou o Paulo Henrique Ganso? O Dunga é burro.
Pouco importa que o Ganso nunca tenha jogado uma única partida pela Seleção e também não tem nada a ver o fato dele ter sido operado do joelho logo em seguida à convocação, né?

Estou com Dunga e não abro. Ele está certo.
E tem boas chances de vencer essa Copa.
Quem sabe em uma final histórica contra a Argentina. Final dos meus sonhos de criança. Com Messi, Maradona de óculos de diamente e o escambau.

Todos os blogs de jornalistas correram para execrar o Dunga pelo xingamento contra o Alex Escobar da Globo (TV Globo e SportTV). Defendendo corporativamente o colega. Tentando mais uma vez colocar o torcedor contra o Dunga, numa torcida insana pelo fracasso da Seleção.

Quebraram a cara!

Ninguém mostrou o Escobar se rindo ao telefone enquanto o Dunga respondia aos jornalistas do mundo todo. Quer respeito? Acho que já sabem a resposta...
Milhares -  eu disse milhares - de comentários nesses blogs apoiam o Dunga, e não a imprensa.
Não adianta tentar manipular. O torcedor está com a Seleção na Copa.
E a Seleção Brasileira é Dunga e mais 23.

Eu sou mau, o mundo é mau e o mal triunfará... com um Hexacampeonato Mundial.
Vão pro inferno, jornalistas!

PS: E olha que eu gosto do Escobar.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Brasil-sil-sil

Negligenciei o assunto Copa do Mundo até agora porque, até pouco antes da Copa começar, eu já estava de saco cheio de tanto ouvir falar dela, da África, da África do Sul, etc. Informações massificadas, marteladas nos olhos e ouvidos dos espectadores até sair pelo ladrão.
Depois que a bola começou a rolar, me interessei mais.

Eu acompanho Copa do Mundo desde a da Argentina em 1978. Tudo bem que eu era criança e não percebi muita coisa, então vamos contabilizar a da Espanha 1982 como a primeira.
Essa história todo mundo conhece (quem não conhece é porque não gosta de futebol).
Depois veio a do México de 1986, ainda com um resto de esperança da torcida brasileira. Mesmo técnico, time já decadente, semi-remodelado.

Comecei a perceber uma coisa sobre seleção brasileira. Teorias da conspiração à parte, a seleção é montada de forma cíclica.
Há sempre uma primeira seleção renovada, uma espécie de time em evolução.
Na Copa seguinte esse time está no auge. No auge dele, do que ele pode alcançar.
Na outra Copa o time está em decadência e já parcialmente renovado.

Vou dar alguns exemplos.
Em 1978 tínhamos um grande time. O Brasil ainda tentava definir uma nova forma de jogar que amadureceria na Copa seguinte, quando tivemos uma grande renovação no time, mais por conta de diversas contusões (Roberto Dinamite foi a mais marcante).
Desembarcamos em 1982 com um timaço. No auge.
Em 1986 já era o time em decadência.

Em 1990 era o novo time. Ainda com problemas típicos de uma equipe em amadurecimento agravados por um comando pífio.
Duvida?
Então compare a escalação dos reservas e titulares de 1990 com a do time campeão de 1994 e você vai entender.

Em 1998 era o resto de 1994. Fracasso anunciado, somando-se alguns problemas extra-campo do Ronaldo, sua crise na véspera da final. Mesmo assim chegamos na final.

Em 2002 ainda tínhamos alguns de 1998 - Rivaldo e Ronaldo (o ressurrecto fenômeno) estavam lá. Um comando firme nos trouxe a Copa.
Aqui minha teoria esbarra numa exceção. O time em fase de renovação levou o título.

Em 2006 era (teoricamente) o auge. Porém o oba-oba dos jogadores milionários, farristas e vaidosos nos derrotou.

Agora estaríamos na fase decadência. Só que um novo fator mudou a trajetória.
Dunga.
Parece que nosso técnico decidiu tomar a seleção só para ele e assumir qualquer fracasso ou vitória pessoalmente.
É o fator Mulo. (ver trilogia A Fundação, de Isaac Asimov)

O ciclo pode ser quebrado.
É tudo tão estranho que talvez consigamos um Hexa agora e mais um Hepta no Brasil em 2014.

Estou torcendo.

José Sarmago 1922 - 2010

O escritor José Saramago recebendo um de seus muitos prêmios.


O mundo ficou mais burro hoje... e continua mau.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mega Blues Jam em Laranjeiras

Hoje (segunda 24/05) vai rolar um ultra show de blues no Mercadinho São José (Rua das Laranjeiras, 90) com grandes feras do blues do Brasil.

Álamo Leal com os etílicos Otávio Rocha, Claudio Bedran e Pedro Strasser

A mega jam está marcada para começar às 18h.

Alguns nomes que estarão lá:
Maurício Sahady (guitarra,voz)
Álamo Leal (guitarra, voz)
Otávio Rocha (guitarra, Blues Etílicos)
Cláudio Bedran (baixo, Blues Etílicos)
Pedro Strasser (bateria, Blues Etílicos)
Beto Werther  (bateria, ex-Big Allanbik)
Rosane Corrêa (voz)
Cesar Lago (baixo)
Rodica Blues (voz)
Sérgio Rocha (guitarra, ex-Baseado em Blues)
Cristiano Crochemore (guitarra)
Blues Juice (blues band)
Alexandre Valladão (guitarra)
Newton Ricardo (não sei...)


Onde, quando, quanto:
Mercado São José - Rua das Laranjeiras 90
Horário de 18:00 às 21:55
Entrada R$10,00


Vejo vocês lá.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dio 1942 - 2010


O rock está de luto.
Ronnie James Dio partiu para se juntar ao grande concerto no céu.

Ficam as lembranças do último show dele com o Heaven & Hell, pseudônimo do Black Sabbath nos anos 2000.
Grande show no CitiBank Hall.

Dio era um dos mais carismáticos e competentes vocalistas de heavy metal da história. Amado por todos, foi quem introduziu o gesto que virou sinônimo de heavy metal, o punho semi cerrado com o dedo mínimo e o indicador esticados, desenhando dois chifres para espetar e afastar o mal.
Em sua primeira passagem pelo Black Sabbath, substituiu Ozzy Osbourne e levou a banda para uma fase mais madura que muitos consideram (eu inclusive) o melhor momento da carreira do Sabbath, banda que definiu o heavy metal como nós o conhecemos hoje.

Rest in peace, Dio.

Long live rock 'n' roll!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

SIlêncio externo

Sozinho no meu apartamento é só silêncio e solidão.
Silêncio externo, pois dentro da cabeça escuto as palavras de Raul Seixas ecoarem, com minha boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar.
As cercas continuam separando quintais, enquanto que no cume do Corcovado observo a sombra sonora do disco voador assentar-se.

(Esse ficou curtinho. Talvez fosse melhor fazer um Twitter pra mim)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Big Gilson na Lapa


Seguindo a tradição da casa de trazer grandes nomes do blues, o bluesman Big Gilson se apresentou no Rio Rock & Blues Club da Lapa nesse sábado, 24 de abril.
O guitarrista, compositor e cantor trouxe seu show atual que faz parte da turnê do seu álbum de 2009 – Sentenced To Living.
A banda tem o clássico formato power trio, com Big Gilson na guitarra e voz, Gil Eduardo na bateria e Flávia Couri no baixo e vocais.
Antes de falar do show em si, preciso falar da banda. Uma superbanda.
Gil Eduardo continua sendo um dos melhores bateristas de blues do Brasil. O ex-integrante do Blues Etílicos é o coração da Blues Dynamite, cozinha que acompanha o Big Gilson há alguns anos.
No lugar do baixista Pedro Leão, tocou nesse show a baixista do Autoramas, Flávia Couri. Fiquei surpreso com duas coisas: primeiro ela é muito mais bonita pessoalmente do que nos (ótimos) vídeos do álbum Desplugado da banda Autoramas (MTV Apresenta Autoramas Desplugado); segundo... ela toca muito. Mostrou muita técnica e feeling nas frases de baixo e manteve o volume e a pegada durante todo o show. A Flávia é uma baixista da geração 90, entrou na banda Autoramas no lugar de Selma Vieira depois de passar por outras tantas. Atualmente tem também uma banda de rock chamada Doidivinas que está prestes a lançar um CD.


O show teve um clima de festa. Com o público muito próximo, curtindo e dançando. Reencontrei Mestre Arildo Bluesman, o maior divulgador do blues da cena carioca que andava sumido, mas esteve presente nesse fim de semana para prestigiar o Big Gilson e também o Maurício Sahady, que tocou na sexta-feira, dia de São Jorge.
Gilson mostrou seu blues moderno com pegada rock que reflete bastante o que está acontecendo nos Estados Unidos agora, em sintonia com músicos como Joe Bonamassa ou a banda The Black Keys que tocam um blues rotulado (por enquanto) como modern blues, misturando o Delta Blues, Chicago Blues e o British Blues dos anos 60 e 70.


Big Gilson e Flávia



Gil Eduardo

Mesmo passando mais tempo no exterior do que no Brasil, O ex-Big Allanbik não nega suas origens, passeando pelo blues tradicional e pelo blues-rock, somando várias influências, inclusive da música popular brasileira. Mostrou que se sente bem em tocar no Rio e que atingiu um alto nível técnico e uma identidade própria na guitarra, o que o coloca como um dos grandes guitarristas do Brasil.
Na platéia pude ainda notar a presença de Otávio Rocha (Blues Etílicos) e Gabriel Thomaz (Autoramas) - músicos bem conhecidos da cena rock-blues do Rio que assistiram ao show com muita atenção.
No final consegui comprar o CD Senteced To Living com direito a autógrafo do Big Gilson.



Set list (desta vez está preciso, tive de onde 'colar'):

1.Judgement Day
2.Dimples
3.It’s Hard To Say Goodbye *
4.Sentenced To Living *
5.Tobacco Road *
6.In The Morning
7.Tropical Feeling Blues
8.Messiah
9.Ride The Rocket
10.Baby Please Don’t Go *
11.Chrysalis
12.I Wonder Who
13.I Feel So Good
14.Take Me To The River
(bis)
15.Tell Mama
(segundo bis)
16.Little Wing


Papel com set list roubado do palco.


Antes e depois do show, como é costume no Rio Rock & Blues Club, o público foi animado pela banda da casa apresentando o show Rock Story. Tocaram clássicos do rock até as 3 da manhã e sairam do palco com a galera querendo mais.

Semana que vem quero assistir o não menos brilhante guitarrista Maurício Sahady (finalmente), antes que a temporada dele na casa termine.
Até sexta.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Slash


Aproveitando o clima de Guns N' Roses, acabo de ouvir o novo álbum do guitarrista Slash.
Tecnicamente é o primeiro álbum solo dele, que já tocou no, além do GNR, Snakepit e Velvet Revolver.

O álbum pode ser escutado na íntegra aqui.

Fiquei sabendo do álbum pele lendário Kid Vinil.

Excelente disco com uma lista estelar de vocalistas.
Recomendo.

Quando tiver o CD em mãos falo mais um pouco.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Axl Rose e sua banda

Guns N'Roses tocou na Praça da Apoteose há poucas horas.
Seria uma frase histórica para o rock se o Guns N'Roses ainda fosse o Guns N'Roses.
A noite começou com uma banda brasileira chamada Magestike (ou algo assim). Uma banda de NuMetal com vocal feminino e músicas em português - vou dar crédito. Não é fácil fazer isso. Não deu pra analisar as letras das músicas porque as estava ouvindo pela primeira vez e não assisti o show todo. Tocavam direitinho.

Sebastian Bach entrou em seguida com um show mais do que razoável. Foi extremamente simpático com o público e cantou bem. No repertório estavam todas as músicas da época do Skid Row que eu queria ouvir, inclusive I Remeber You. Seu show terminou às 22h30. O público gritava em coro o nome do cantor que estava muito à vontade no palco. Sebastian tentou "trocar" de nome durante o show dizendo que se chamava "chau" ou algo assim, mas isso passou batido pelo público.


Aí começou a longa espera pelo Guns N'Roses.
A banda entrou no palco à 1h da madrugada, depois de deixar o público esperando, vaiando e xingando por mais de duas horas.

Eu já esperava por isso. Foi assim nos outros shows no Brasil. Daí a minha opção por assistir na arquibancada. Esperei sentado, ao coro de "filhadaputa".

Quando finalmente entraram no palco, fizeram um bom show. Se não tivessem cansado e irritado o público (muita gente foi embora antes do show começar), teriam feito uma apresentação histórica.
Não fizeram.


Um dos motivos foi a voz de Axl Rose que não se ouvia direito da arquibancada. O outro foi a falta do Guns N'Roses no palco.
Juntar 3 (bons) guitarristas, dois tecladistas , um baixista e um baterista para tocar as músicas do Guns N'Roses dá uma excelente banda cover. Já assisti algumas boas bandas assim, mas nada comparado ao trio Slash, Izzy e Duff no auge da banda em 1991 no Maracanã (Rock In Rio 2).

Para não dizer que não falei de flores... o set list da noite foi muito bem escolhido. Tocaram a maioria das minhas músicas favoritas da banda. Muitas do Appetite For Destruction de 1987 e fecharam o set principal com Nightrain. Tocaram um cover do AC/DC: Whole Lotta Rosie - música que pouca gente na Apoteose sabia cantar. Como disse o Bruno, o rock morreu...
Aliás, o público era bem jovem. Muitas crianças e adolescentes.
Estranho para uma banda que já pode ser considerada um dinossauro do rock e que nem arranha hoje o sucesso que teve há 20 anos.

Tirando a voz do Axl que pouco se ouvia, a banda soava muito bem. Não estou implicando com o Axl. Quando se ouvia a sua voz, ela estava certinha. Parecia que o som é que estava falhando.
Um dos (três) guitarristas fez uma citação de Jimi Hendrix para introduzir Knockin' On Heaven's Door - clássico do Bob Dylan e grande sucesso do GNR. Foi mais um ponto alto do show.
Sweet Child O'Mine, o maior hit da banda até hoje, foi executada nota a nota, com DJ Ashba imitando Slash - o cara é praticamente um clone mais novo do guitarrista original da banda.
Outras presepadas foram o tema de 007 antes de Live And Let Die de Paul McCartney - trilha de filme de James Bond que o GNR gravou no Use Your Illusion - e Another Brick In The Wall (part II) antes de November Rain, com Axl ao piano.
Além dos clássicos da banda, tocaram algumas músicas do álbum recente, Chinese Democracy. Essas canções são dispensáveis. No entanto, o público gostou de uma delas (não sei qual), mostrando que o trabalho novo do GNR agrada.

No final das contas foi um bom show, mas poderia ter sido sensacional se a banda ainda tivesse sua formação clássica. Os músicos do Axl Rose se esforçam para agradar. São competentes, mas não fazem parte da história da banda. Axl sozinho não dá conta do legado da última boa surpresa dos anos 80.

No final a banda retornou ao palco para agradecer ao público e o guitarrista Bumblefoot executou o Hino Nacional Brasileiro com bastante distorção e sentimento. Eram 3h30 da madrugada...

Set list (mais ou menos isso):

Chinese Democracy
Scraped
Welcome to the Jungle
It´s so Easy
Mr. Brownstone
Twat
Richard Solo (tema de James Bond )
Live and Let Die
Sorry
If the World
Rocket Queen
(Dizzy Solo)
Street of Dreams
Knockin' On Heaven's Door
You Could be Mine
(DJ Solo)
Sweet Child O'Mine
This I Love
Another Brick In The Wall (part II)
November Rain
(Bumblefoot Solo: tema da Pantera Cor-de-Rosa)
Shackler's Revenge
Night Train
(bis)
Whole Lotta Rosie
Patience
Paradise City

(after encore)
Hino Nacional Brasileiro


(fotos roubadas do G1)

Até a próxima.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Não teve Guns 'n' Roses

Formação clássica: Duff, Slash, Axl, Steven e Izzy

Depois do breve temporal - que assolou o Rio ontem no início da noite - derrubar parte do palco em que o Guns 'n' Roses iria se apresentar na Praça da Apoteose, o show foi cancelado.

Os organizadores do show, a Time For Fun, terão que arcar com o prejuízo de devolver o valor dos ingressos a cada espectador e ainda devem ser processados por outras despesas como taxas de (in)conveniência, despesas de viajem e hospedagem, etc.
No fim será a seguradora contratada por eles que arcará com o prejuízo.

Mesmo que marquem outra data para o show, muitos ainda vão preferir ter seu dinheiro de volta.
Não só pelo receio de ter novamente o show cancelado, mas por ter na data de ontem sua única oportunidade de assisitir ao show.
Uma provável data seria no início de abril, após o show do Equador, no dia 1 de abril em Quito.
A Time For Fun já manifestou a intenção de remarcar o show.

É uma pena que esses contratempos sejam a tônica da turnê da banda de Axl Rose no Brasil.
Depois dos atrasos incomensuráveis em São Paulo e Brasília, a banda cover de Axl terá amanhã, em Porto Alegre, sua última chance de realizar uma apresentação digna do legado que o nome Guns 'n' Roses traz.

A banda, que era formada por Axl Rose (vocais), Slash (guitarra solo), Izzy Stradlin (guitarra base), Duff McKagan (baixo) e Steven Adler (bateria) na época do lançamento de seu primeiro e fantástico álbum Appetite for Destruction, não existe mais.
Hoje é formada por trocentos guitarristas, tecladista e etc. Tudo para reproduzir as músicas como elas foram gravadas. Uma banda cover capitaneada por Axl Rose, único remanescente da formação que alcançou o estrelato.

De qualquer forma eu iria ver o show ontem. Tenho alguns motivos para isso.
O primeiro é que eu gosto do Sebastian Bach - que faria o show de abertura.
A segunda é que considero o Axl Rose um grande vocalista de heavy metal - sim, heavy metal, pois o álbum Appetite For Desrtuction é um álbum de heavy metal.
Pra mim esses dois cantores já valiam o show, mesmo achando o novo álbun do GNR, Chinese Democracy, muito fraco.



Só para constar, veja abaixo o set list do show do Guns 'n' Roses em São Paulo:

Chinese Democracy
Welcome to the Jungle
It´s so Easy
Mr. Brownstone
Sorry
Better
Live and let Die
If the World
Rocket Queen
Street of Dreams
Scraped
Sweet Child O' Mine
You Cold be Mine
Novemeber Rain
Knocking' on Heaven´s Doors
Nightrain

Bis:
Madagascar
Shackler's Revenge
This is Love
Patience
Paradise City

quarta-feira, 3 de março de 2010

Velhas Virgens no Circo Voador

A mão no canto direito inferior da foto, de luva preta, é do meu amigo Waagner (com dois "a" mesmo).

Fotos de Mauricio Suñer, roubadas do site http://www.velhasvirgens.com.br/

A idéia era entrar no Circo na hora do show do Cabaret. Errei feio. Cheguei no meio do show da primeira banda, pouco antes das 23h.
Tudo bem, pelo menos eu iria conferir o trabalho de todas as bandas da noite. Nenhuma que eu tivesse ouvido falar além do Cabaret e das Velhas Virgens – maior banda de rock independente do Brasil, como eles mesmos se intitulam.

O show do Circo foi parte do festival Grito Rock que aconteceu em duas noites, sexta e sábado, com diversas bandas. Só para constar, na sexta o show principal era com Móveis Coloniais de Acajú, uma banda simpática que negligenciei propositadamente.

Antes de falar dos shows em si, um pequeno retrospecto: eu vinha de uma mini-temporada de shows do Cabaret na Drinkeria Maldita, foram 4 quintas-feiras. Eu fui às 3 últimas. Também assisti recentemente às Velhas Virgens no Teatro Odisséia.
Esse “recentemente” quer dizer que não sei exatamente quando foi; perdi a contagem do tempo no último ano por motivos diversos (não, não tem nada a ver com substâncias ilícitas).

Acabei assistindo às 3 bandas antes do Cabaret – não sei exatamente quais, nem a ordem. Duas delas deram seu recado. Uma que só cantou músicas em inglês (inclusive Riders On The Storm do Doors) e outra que tinha um vocalista que lembrava bastante a performance do Cazuza no palco – infelizmente as músicas não lembravam, apesar de terem soado rock’n roll. Um dos guitarristas tocou até uma gaita, dando um toque southern rock ao som.

O Cabaret entrou no palco por volta de 1 da manhã, com a platéia já impaciente para ver as Velhas Virgens, que estavam agendadas para as 1h20 (alguém acreditava?).
Foi engraçado o embate entre o Márvio, vocalista do Cabaret, e parte do público que pedia as Velhas. Ele provocou logo de cara, perguntando se aquilo ali é que era o Circo Voador. Quando pediram a “saideira”, logo depois da primeira música executada pela banda, o vocalista “heterossexual sensível” disse que não tinha pressa para sair do palco, eles que esperassem pra ver as Velhas Virgens.
Mesmo com um público adverso, o Cabaret fez seu show de maneira correta, um pouco reduzido. Acho que tocaram duas ou três músicas a menos.
Uma parte da platéia não enxergou (ou escutou) as semelhanças entre o som do Cabaret e o das Velhas. São bandas bem diferentes a primeira vista.
Apesar de ambas tocarem rock e de usarem o humor, o rock das Velhas é blues-rock enquanto o rock do Cabaret é hard-rock. O humor também é diverso. O Cabaret é cínico e ri de todos e de si mesmo, já as Velhas são escrachados e diretos, quase pastelão. Percebi algumas meninas reclamando que o Márvio era muito afetado – não conseguiam perceber a presença do personagem no palco. Foi praticamente o mesmo show que já falei aqui.
O público mais xiita das Velhas Virgens não prestou a devida atenção ao Cabaret e perderam uma boa oportunidade de conhecer a melhor banda de rock do Rio. Rock bom é rock bom. Não tem que ser igual. Mesmo com uma minoria barulhenta na ponta esquerda do público, o Cabaret agradou de um modo geral.

Enfim as Velhas Virgens

Subiram no Palco por volta de 2h30. Visivelmente emocionados por subir no palco do Circo Voador pela primeira vez.
O show é praticamente todo calcado no álbum mais recente: Ninguém Beija Como As Lésbicas – uma ópera rock, segundo eles mesmos.
A banda entra toda arrumadinha, com figurino tipo bookmaker de mafioso. O figurino obviamente não sobrevive nem até a metade do show.
Começa com o Gênio da Garrafa, uma brincadeira com o público em que Paulão entra vestido como um Elvis em fim de carreira.




Apesar de tocarem poucos clássicos, a animação do público é grande. As Velhas têm um trunfo que nenhuma banda tem: são populares por conta da internet e tocaram pouquíssimas vezes no Rio nesse 24 anos de carreira (4 vezes pelas minhas contas: 2 vezes no Garage, 1 vez no Teatro Odisséia e essa última no Circo).
Eu acompanho “de longe” as Velhas Virgens desde 2001 e tive a sorte de assistí-los com 3 formações diferentes, uma delas em São Paulo no extinto Rock’n’Roll Bar ainda com a Claudia Lino nos vocais. Posso dizer que a banda muda, mas não perde o espírito: Tuca, Cavalo e Paulão formam um núcleo sólido.
O guitarrista Roy Carlini é versátil: toca, canta e compõe. A vocalista Juju (Juliana Kosso), de todas que passaram pela banda, é a que sabe usar melhor a sensualidade. Aliás sensualidade é pouco, ela é pornográfica mesmo – encarna o personagem com gosto. Os figurinos dela são um show à parte.

O show acelera com a música Essa Mulher Só Quer Viver na Balada – um rock rápido com pegada punk. Daí pra frente o público ficou descontrolado.
Foram dezenas de subidas no palco para abraçar, puxar microfone e depois mergulhar de volta. Rapazes e moças alucinados pelo rock. Apesar do excesso, as invasões não atrapalharam o show. Lá pela décima segunda o segurança do Circo ficou um tanto irritado, mas tudo correu sem problemas.
Juju canta o pop-rock Cafajeste e Paulão faz o Circo cantar a plenos pulmões a balada A Última Partida de Bilhar. Histórica participação da platéia em uma música de álbum novo. A "maior banda de rock independente do país" mostra aqui que não é a ‘maior’ só da boca pra fora.
Roy e Juju cantam Strip’n’Blues, com Paulão fora do palco e mostram que as Velhas não são só o ‘velho’.
Até aí, só músicas do disco novo.


Quando soltaram os clássicos Siririca Baby, B.U.C.E.T.A e Abre Essas Pernas foi quase como derramar um copo de cachaça de volta no alambique – a platéia já era deles.
Paulão conversa bastante com a platéia. Mexe com quem está quieto no show, faz mímica para cutucar quem está com a cabeça apoiada no punho ou de braço cruzado. Pede para as namoradas pegarem nos ‘paus’ dos namorados, desce do palco para mostrar como fazer isso direito. Derrama cerveja no pé de uma menina que subiu no palco e bebe de joelhos a cerveja que escorre pelos pés da moça, efim, não economiza no quesito interação.

Lá pelas tantas, pedem licença para puxar algumas marchinhas de carnaval – sim, teve um momento baile de carnaval atendendo a pedidos e aproveitando a proximidade com a festa anual do samba. Paulão reclama que Adoniran Barbosa, assim como Noel Rosa, completou 100 anos e nenhuma Escola de Samba de São Paulo notou. Sem querer ofender o Paulão, mas existe Escola de Samba em São Paulo?!?!?
Explicou que eles costumam ouvir de tudo para ajudar na composição de suas canções. Tocaram as suas marchinhas e a platéia roquenrol foi junto, sem medo. O Quê que Você tem na Boca Maria e O Homem do Bigode Cheiroso foram executadas com cabeludos de camisa preta pulando alucinados.
Afinal, como ele mesmo disse, se podem nos enfiar micaretas goela abaixo o ano todo, as Velhas também podem fazer o seu bailinho. Atacaram de Samba do Arnesto de Adoniran em versão punkabilly para fechar o bloco.

Um detalhe bizonho: as cartas de baralho no palco são a Dama “Q”, o Rei “K” e o Curinga “Jocker”... “Jocker” com “ck”! Não seria “Joker”??

As Velhas Virgens pisaram pela primeira vez no palco do Circo Voador com a autoridade de serem, nos últimos 24 anos, a linha de frente do roquenrol no país. Fizeram um show memorável para um público que, mesmo aqueles que não são fãs da banda ou que nunca tinham visto, se rendeu e se divertiu com um “som estúpido e velho chamado rock’n’roll” (citando o Paulão).

Não perco de jeito nenhum o próximo show das Velhas Virgens no Circo Voador.