terça-feira, 9 de outubro de 2007

Celso Blues Boy no Circo Voador

Na sexta-feira fui assistir a mais um show do Celso Blues Boy. Para mim é sempre bom vê-lo e ouvi-lo ao vivo, mesmo depois de ter assistido a mais de 100 shows dele (essa é a minha conta por alto. Há controvérsias).
Até aí nada de mais. Nem iria postar um comentário sobre o show, mas o post do Jamari França no seu blog do Globo Online me incomodou um pouco.

Vamos aos fatos.

O show era e sempre foi do Celso Blues Boy. O Celso era a atração principal da noite, ou headliner no termo em inglês. Toda a divulgação do Crico Voador deixa isso bem claro.

CELSO BLUES BOY
Show de ABERTURA: Jefferson Gonçalves e banda
Show de ENCERRAMENTO: A Bolha

Show de encerramento não é atração principal. É um show DEPOIS do show.

Esclarecido isso, posso dizer que foi um bom show, apesar de curto. Qualquer show do Celso Blues Boy com menos de 2 horas de duração é curto. Uma hora e meia é bem curto.

Jefferson Gonçalves fez um show bom. Não ligo muito para o som desse gaitista. Apesar de achá-lo tecnicamente bom com o instrumento e de ele ser uma cara simpático (conversei com ele uma vez no Nectar), nunca ouvi nada que realmente acrescentasse. Acho que falta um pouco de vontade para criar e compor alguma coisa relevante. Tirando isso, o cara toca bem e a banda que o acompanha é muito boa também.

Celso Blues Boy entrou tocando a abertura clássica "Tempos Difíceis" com sua banda carioca de apoio (ele tem outra banda de apoio em Santa Catarina), a mesma que o acompanhou na temporada no Café Etílico com exceção do baterista. Aliás o baterista atual é excelente. Se alguém souber os nomes dos componentes me passa (acho que o guitarrista tem o apelido de Gargamel).


Celso mesclou alguns sucessos como "Damas da Noite", "Marginal" ,"Amor Vazio" e "Onze Horas da Manhã" com músicas novas como "Quem Foi que falou (que acabou o rock'n roll)" e "Casa da Luz Vermelha". Não faltaram clássicos como "Fumando Na Escuridão" e o bis esperado "Aumenta Que Isso Aí É Rock'n Roll".
Musicas bem executadas, com solos competentes do Celso que cantou pouco, bem pouco, deixando para o público a maior parte dos versos de suas músicas antigas. As participações de Big Joe Manfra (guitarra) e Ivo Pessoa (voz), além do Jefferson Gonçalves (gaita) foram boas.
Depois do show do Celso, o público dispersou, o que já era esperado pela organização do Circo Voador e totalmente sabido pela banda A Bolha.

A Bolha entrou no palco lá pelas 3 da manhã e se apresentou de forma consistente. Tocou alguns clássicos da banda dos anos 70 como "Um Passo à Frente", além de outras como "Não Pare Na Pista" de Raul Seixas. Música da mesma época, mas que parece ter entrado no repertório (e no disco novo) por influência do baixista Arnaldo Brandão, que esteve recentemente envolvido no projeto Baú do Raul, além de ter tocado com o mesmo nos anos 70, logo após sair da Bolha. Arnaldo retorna à banda para reviver o Mark II da Bolha (levando-se em consideração a fase The Bubbles). É uma boa adição à Bolha tanto no quesito técnica quanto presença de palco. Os outros membros são: Pedro Lima, Renato Ladeira e Gustavo Schroeter.


Saldo bem positivo da noite. Ver veteranos como o Celso Blues Boy lançando novas músicas e o retorno da setentista Bolha mostra que o rock'n roll agoniza, mas não morre.

É isso aí, crianças. Dinossauro que anda é que faz o chão tremer.

3 comentários:

Bruno disse...

Agora sim dá pra ter uma idéia mais clara do que foi o show. O Jama detonou o Celso. Ficou um mal entendido grande.

tati disse...

O que dizia o Jamari?
Esse negócio de falar mal do Celso não pode não!

Ogro disse...

O post do Jamari tá linkado.