segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Reggae em Palmas

Nesse fim de semana prolongado que passou, eu tinha duas opções: ficar no Rio e assistir ao Festival de Blues do Circo Voador ou viajar até a Ilha Grande de veleiro.
Balancei por causa do show do André Christóvam, que não vejo há muitos anos, mas fiquei com a segunda opção.

Saímos no veleiro do Adriano, o Koala, na quinta-feira por volta de meia-noite. Deixamos a Urca com a ameaça de sudoeste pairando sombriamente no ar. Bateu um sudoeste sim, mas foi fraquinho.
Fizemos turnos com 1 tripulante dormindo por vez. O primeiro a capotar foi o Paulo, que acordou por volta das 4:00, quando o Adriano sucumbiu ao sono. Por volta das 7:00, já de dia, foi a minha vez.
Adriano e Paulo ficaram com a melhor parte. Enquanto eu dormia bateu um vento norte forte, o que fez com que o Koala avançasse muito rápido pela Restinga da Marambaia. Quando eu acordei já tinha passado o vento e estávamos na Ponta Grossa.
No caminho decidimos ir para Palmas em vez de ir para o Abraão.

A chegada em Palmas foi tranqüila. Chegamos às 13h, ancoramos bem no canto esquerdo, perto da trilha para Lopes Mendes. Demos uma caminhada até a Praia Grande para almoçar no Camping do Alexandre. A coisa estava animada. Teria um showzinho de noite com uma banda que tocaria reggae, mpb e um pouco de forró, de acordo com uma das campistas.
O clima me lembrou aquela música "Um Lugar do Caralho" - gente bonita e super-chapada.

Trouxemos o Koala para dormir no lado direito de Palmas, para podermos passar a noite ali perto.
Desembarcamos no pier, mas o Adriano achou melhor ancorar o barco em frente ao camping, depois de alguns caiçaras botarem pilha que chegariam mais barcos de noite e nós não poderíamos deixar o barco atracado.
Essa ancoragem valeu um mergulho e uma nadada até a praia para o Adriano.
O Alexandre nos recebeu muito bem como sempre. Tomamos banho e ficamos por ali tomando umas cervejas até a hora do show.

A banda que tocou era formada por zabumba, caixote, violão, guitarra, baixo e flauta transversa. Os musicos se revezavam na zabumba, violão e vocais. Um deles tocou gaita também. Surpreenderam pela qualidade, tocando reggaes em inglês e português (muita gente pedindo Roots, numa referância ao Natirruts), algumas MPBs como Jorge Ben Jor e alguns xotes. Rolou até um blues do Baia e Rockboys. Tudo a ver.

Lá pelas tantas, depois de jantarmos uma porção de peixe frito com algumas cervejas, o Paulo se animou de ir buscar a garrafa de uísque no barco. Foi nadando, pois o Alexandre do camping não achou o bote dele para nos emprestar.
Numa determinada hora, eu já havia dado umas apagadas de copo na mão, mas resolvi não dormir mais e sim "transcender".

Entre besteiras e frases bêbadas, curtimos um som muito bem tocado e com boa qualidade do equipamento, apesar da aparência meio improvisada da apresentação. Ajudou a galera a se soltar, dançando e se divertindo. Iluminação de tochas na areia e noite com temperatura agradável.
Tocaram até a última pessoa de pé, mas nós tivemos que ir dormir antes do fim.
Mais uma nadada até o barco para o Adriano.

A travessia Rio - Ilha Grande cobra o seu preço.
Mas é barato para a beleza da Ilha.
Acordar num dia ensolarado em Palmas e partir para Angra velejando é como aquela propaganda de cartão de crédito.

PS: assim que o Paulo me mandar as fotos eu publico aqui.

3 comentários:

Bruno disse...

Não entendi. Onde vocês dormiram em Palmas? No barco, no camping ou não dormira?

E para chegar no barco? Só a nado?

Deixaram o barco em Angra e voltaram de carro?

Qto tempo usando motor?

Bela viagem!!!

[]s

Ogro disse...

Dormimos no barco. O Adriano foi a nado buscar o barco e pegar eu e o Paulo no pier.
Deixamos o barco em Angra e voltamos de van.
O motor empurrou o barco por umas 10 horas (toda a noite e parte da manhã).

Tati Kauss disse...

Quando o tempo estiver como naquela noite, caindo relampago e chuva, vc deveria me obedecer e não velejar, mas como vc só faz o quer prefiro mesmo só saber depois e ver que deu tudo certo e que a viagem foi linda!!