quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Qual é a música (3)

Uma mais difícil agora. O Bruno vai ser proibido de responder as próximas...

"Bem, eu larguei meu emprego na minha cidade
E rumei para a fumaça
Arrumei uma banda de rock e uma mão direita rápida
Vou chegar ao topo
Nada vai nos parar, não nada
Então, se você tem a grana
Nós temos o som
Você banca e nós mostramos...
...
Tenho furos nos meus sapatos
Tenho furos nos meus dentes
Tenho furos nas minhas meias
Não consigo dormir..."

Dica: É uma história real. Somente os nomes foram alterados para proteger os culpados.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Lugares que mudam de nome

Inspirado por esse artigo, me dei conta que algumas coisas durante a minha vida já mudaram de nome.
Alguns nomes pegam logo, outros demoram.

A Avenida Suburbana, que corta alguns bairros da zona norte do Rio, mudou de nome para Avenida Dom Élder Câmara, homenageando o sacerdote católico para implicar com a Igreja Universal do Reino de Deus que construiu ali seu maior templo. Até hoje a IURD anuncia o endereço do templo como Avenida Suburbana.
Outra que mudou de nome foi a Avenida Alvorada, que liga a Cidade de Deus à Barra da Tijuca. Foi rebatizada de Avenida Ayrton Senna, numa homenagem póstuma ao piloto. Já o Parque Alvorada foi esmagado pelo mastodonte chamado Cidade Da Música, que talvez um dia seja concluída e tenha alguma utilidade para a cidade do Rio.
Anos antes, o autódromo de Jacarepaguá havia sido rebatizado de Autódromo Nelson Piquet, para homenagear o terceiro título do piloto na Fórmula Um.

Algumas coisas nunca foram nem nunca serão chamadas pelos seus nomes. Apenas o apelido é usado pelo povo.
A Linha Amarela chama-se Avenida Governador Carlos Lacerda (ou vice-versa).
O Estádio do Maracanã chama-se Estádio Mário Filho. O Estádio de São Januário chama-se Estádio Vasco da Gama. Engenhão? Estádio Olímpico João Havelange - esse, como é novo, algumas pessoas ainda sabem o nome completo, mas em alguns anos será difícil lembrar que o nome não é Engenhão.

Maraca vazio.


Mesmo a escola onde estudei trocou de nome. Não no meu "turno", mas foi durante a minha passada por lá que o nome CEFET foi consolidado.
CEFET-RJ porque ninguém chama de Celso Suckow da Fonseca mesmo (lê-se "sucóvi"). A homenagem ao antigo professor ficou perdida no tempo.
Era difícil fazer com que as pessoas associassem o CEFET à Escola Técnica Federal - ou Escola Técnica Nacional como era conhecida antes. Se você falasse que estudava no CEFET, achando o máximo isso, todo mundo te olhava com cara de idiota, sem ter a mínima idéia do que você estava falando. Aí o jeito era mencionar a antiga escola técnica. Mais difícil ainda era alguém chamar de "o" CEFET, já que é a sigla para Centro Federal de Educação Tecnológica e não de "a" CEFET, ainda associando o lugar com a antiga Escola Técnica Federal da Guanabara ou, mais antigamente ainda, Escola Técnica Nacional.


O logotipo do CEFET foi criado bem na minha época lá, entre 1987 e 1990. Foi inclusive "aprovado" pelos alunos nessa época.

Outras coisas mudaram de nome e continuarão mudando, muitas vezes para melhor, mas nem sempre.

Qual é a música (2)

Como o Bruno já acertou a primeira música (por SMS), aqui vai mais uma fácil:

"Sem placa de 'pare'
sem limite de velocidade
ninguém vai me retardar
Feito uma roda, vou girar
ninguém vai mexer comigo
Ei Satã, já paguei minha anuidade
tocando numa banda de rock
Ei Gata, olhe pra mim
Estou no meu caminho para a terra prometida..."


Dica: É uma longa escadaria para chegar ao paraíso.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Qual é a música (1)

"Pesados decibéis tocando na minha guitarra
temos vibrações erguendo-se do chão
estamos só ouvindo rock
que está dando muito ruído
será que você é surdo
ou quer ouvir mais um pouco?
estamos só falando do futuro
esqueça o passado
ele estará sempre conosco
nunca vai morrer
nunca vair morrer..."

Dica:
Não é nenhuma charada. Para mim faz todo o sentido.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Honduras e a embaixada brasileira

Alguém acha que o Brasil vai reagir caso tenha sua embaixada invadida e tomada por tropas golpistas de Honduras?
Aqui no Rio temos comunidades inteiras tomadas por forças paramilitares desafiando a soberania nacional todos os dias e governando pessoas brasileiras dentro do território nacional.
Alguém faz alguma coisa??

Cortaram a luz, água e telefone da embaixada brasileira em Tegucigalpa, capital de Honduras, depois que o Brasil deu asilo político ao presidente deposto por golpe de estado, Manuel Zelaya.

Outro dia o Paraguai pressionou para rever contrato de Itaipú antes do prazo.
Antes disso, Evo Morales tomou a refinaria da Petrobrás na Bolívia, quebrando contrato internacional.

Por muito menos, mas muito menos mesmo, do que isso, os Estados Unidos invadem países.

Aliás, alguns senadores estão criticando a posição do Itamaraty. Estão de porre ou não sabem ler. Até então o Brasil está corretíssimo em abrigar um presidente legítimo, eleito democraticamante e removido do poder por ação armada de um grupo que está, este sim, claramente desrespeitando a constituição de Honduras.

Precisamos fechar logo a compra desses caças para ver se recuperamos um pouco de moral na América Latina.

Oitavo CQC

Valeu Paulão.
Espero vê-lo de novo em breve no palco com as Velhas Virgens.
Vida longa ao Rock'n Roll.
PS: FOI ROUBADO!!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Há algo de podre no Reino da Dinamarca

A Dinamarca (Denmark) é um curioso país nórdico. Quase um apêndice ao norte da Alemanha.


Nos anos 80 eu pensei em migrar para lá quando houve uma breve e discreta sondagem do consulado daquele país no CEFET-RJ, procurando possíveis candidatos a cidadãos dinamarqueses. A idéia era levar jovens em condições de procriar. Outros tempos, antes da União Européia.
A Dinamarca goza de uma imagem positiva no resto do mundo, ao lado de seus países vizinhos e parecidos. Seus primos "vikings" Suécia, Finlândia e Noruega. Países que possuem os maiores níveis de desenvolvimento humano e qualidade de vida do mundo.
No entanto, uma comunidade na Dinamarca, mais especificamente na Ilha Faroe, promove uma ritual bárbaro e sangrento todos os anos.
Uma espécie de rito de passagem para homens ingressarem na vida adulta.
IMPORTANTE: De acordo com uma carta-resposta do consulado da Dinamarca assinada pelo Ministro Jórun Ludvig, as Ilhas Faroe, mesmo fazendo parte do Reino da Dinamarca, possuem governo próprio, parlamento independente, legislação própria e não são parte da União Européia.
Seria o efeito da ploriferação de algas marinhas?


O que essa galera está fazendo na praia com um frio desses?

A comunidade de jovens pescadores da ilha massacra dezenas de golfinhos da raça Calderon, parecidos com o nosso boto cor de rosa amazônico, só que preto e um pouco maior.










Pois é, não são só os japoneses que gostam de um banho de sangue.

Ainda de acordo com a carta do Ministro para Assuntos Estrangeiros da Dinamarca, o abate é feito da maneira mais humana possível, cortando com faca as artérias que irrigam o cérebro dos golfinhos, fazendo com que morram rápido e quase sem dor.
Recebi essas fotos por email e achei que era alguma outra coisa. Duvidei. Com uma rápida pesquisa na web já pude confirmar a atrocidade.
Se fosse no Brasil, a comunidade internacional cairia de pau em cima de nós, mas europeu é civilizado, né?

O mundo continua mau.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Piquet Jr. e a trapaça do Briatore

Antes de começar esse post preciso colocar uma coisa: pra mim é Deus no céu e Piquet no cockpit... hipoteticamente claro. Já que sou ateu e que Nelson Piquet, o tricampeão, já não pilota há quase duas décadas.

Um resumo rápido: no ano passado (2008), no GP de Cingapura, Nelson Piquet Jr. porrou seu Renault de propósito no muro para forçar a entrada do safety car e favorecer seu então companheiro de equipe, o bicampeão Fernando Alonso. A manobra foi planejada por Flavio Briatore, chefe da equipe Renault e executada sob suas ordens pelo segundo piloto da equipe, Piquet Jr.

Bom, até aí tudo bem ?!? Não.

Esse tipo de manobra acontece aos montes no automobilismo mundial. Na Indy Car, neguinho chega a estacionar o carro atravessado na saída do pit lane para forçar a bandeira amarela com safety car na pista.

Na F1 ainda não tínhamos chegado a tanto, pelo menos não assim tão descaradamente.

Já tivemos campeonatos decididos por manobras escusas. Prost batendo em Senna, Senna batendo em Prost, Schumacher batendo em Hill... outras manobras que contribuíram mais modestamente para ganhar um campeonato: Schumacher dando totozinho por trás em Senna, Schumacher reabastecendo sem filtro na mangueira de combustível, Schumacher forçando seu companheiro de equipe a entregar a primeira posição da corrida, Schumacher saindo dos boxes e jogando o carro contra seu companheiro de equipe... chega de Schumacher por enquanto senão esse post vai estourar o limite de caracteres.

O que rolou no GP de Cingapura em 2008 foi tão escandaloso que muitos se recusaram a acreditar.
O próprio Piquet (o tricampeão, pai do piloto envolvido na falcatrua) chegou a informar à FIA, durante o GP do Brasil naquele mesmo ano, que havia ocorrido uma trapaça envolvendo seu filho, piloto da Renault.

Piquet Jr. fez o que dezenas de outros pilotos antes dele fizeram. Seguiu as ordens do chefe e praticou uma ação questionável do ponto de vista esportivo. Não é?
Não é.
Piquet Jr. cruzou a linha entre uma manobra suja e uma vigarice que pôs em risco a integridade física de todos os participantes do GP.
De acordo com seu pai, Piquet Jr. está arrependido de ter executado a manobra escusa de bater o carro no muro de propósito. Já estava arrependido no ano passado, logo depois de executá-la.
Com o apoio do pai, denunciou a manobra e seu mentor, o chefe da equipe Renault, Flavio Briatore, o mesmo que havia retirado os filtros da mangueira de combustível da Benetton para favorecer Michael Schumacher em 1994, além de esconder equipamento de controle de tração proibido. Isso valeu o primeiro título da equipe Benetton e de Michael Schumacher.
Não estou querendo crucificar o Schumacher, apesar dele merecer por ser o piloto mais sujo (e mais rápido) que eu já vi correr, mas apenas ilustrar como o Briatore é desonesto.
O acidente provocado intencionalmente por Piquet Jr. foi arquitetado por Briatore e executado sob a coordenação do engenheiro chefe da equipe Renault, Pat Symonds. Ambos deixaram a equipe que decidiu não contestar a acusação feita por Piquet e Piquet Jr.

A FIA está analisando e julgará o caso em breve.

Profetizo o seguinte veredicto:
1- A Renault será punida com multa, mas não perderá pontos do campeonato de 2008.
2- Fernando Alonso não será punido e manterá os pontos e a vitória no GP de Cingapura 2008.
3- A Renault continuará na F1 no ano que vem com uma nova dupla de pilotos. É possível que tragam o tetracampeão Alan Prost para dirigir a equipe.
4- Piquet Jr. será punido com multa (talvez nem isso), mas conseguirá um carro de uma equipe novata para pilotar em 2010, enquanto aguarda seu pai montar uma equipe de F1, talvez para 2012.
5- Briatore e Symonds serão banidos da F1.

Portanto, não acredito em pizza pois a F1 precisa solidificar sua credibilidade abalada pelos últimos escândalos.
Veja um outro ângulo da história aqui.
No ano que vem tem o Massa de volta na Ferrari, que é o que realmente importa para nós.

Enquanto isso o jeito é torcer pelo Barrichello.
Vencendo ele ou o Button, será o título da superação e estará em boas mãos.
PS: Descobri que o nome do piloto não é Piquet Jr. O pai é Nélson Piquet Souto Maior e ele é Nélson Ângelo Tamsma Piquet Souto Maior. Vou deixar como "licença poética" porque me recuso a chamar um piloto de Fórmula 1 pelo primeiro nome e muito menos com apelido de "inho".

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Haja saco!



Ouvi o novo álbum dos Titãs.
Em primeiro lugar deixem eu explicar minha relação com a música dessa banda.
Quando eles começaram a carreira no início da década de 80, não me agradaram. Eram pop demais para mim. Na época só o rock'n roll me interessava.
Uns dez anos depois comecei a gostar. Percebi a poesia e a inteligência crítica presentes em várias canções, muitas mesmo.
A banda seguiu em frente com algumas baixas importantes. Perdeu seus dois melhores compositores e também um guitarrista de maneira trágica. Hoje são "apenas" um quinteto.
O último álbum ainda com o Nando Reis na banda, A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana de 2001, já deixava claro que Nando estava fazendo uma música e os Titãs outra.
Veio o álbum Como Estão Vocês, bastante fraco se comparado ao restante da discografia da banda. Já mostrava uma falta de idéias.
Eu diria que a banda foi esvaziada de idéias, não só pela saída de componentes ao longo da carreira, mas principalemnte pela falta de foco dos integrantes. É compreensível. As pessoas desenvolvem outros interesses e uma banda de rock não parece mais uma coisa tão atraente aos 50 anos de idade quanto era aos 18.
Para não deixar de existir e prolongar sua sobrevida, a banda gravou um novo álbum: Sacos Plásticos.
Em uma palavra: desnecessário.


Tá... tô sendo muito duro. Vou quebrar o galho, afinal sou fã da banda.
Os Titãs se saem melhor quando puxam para o rock com guitarras mais pesadas no disco. Isso salva umas 2 ou 3 canções.
Fora isso são baladas e uns regaezinhos bobos.

Para não dizer que não falei de flores, a produção gráfica e sonora do disco é impecável.
Entre mortos e feridos salvam-se Amor por dinheiro, um pop-rock com a marca da banda, Antes de você, uma balada razoável, Não Espere Perfeição, pop-rock bem trabalhado e dançante. Problema é outro pop-rock, esse com a participação do Liminha na caneta.

As faixas:
1. Amor por dinheiro
2. Antes de você
3. Sacos plásticos
4. Porque eu sei que é amor
5. A estrada
6. Agoa eu vou sonhar
7. Quanto tempo
8. Deixa eu sangrar
9. Problema
10. Não espere perfeição
11. Quem vai salvar você do mundo
12. Múmias
13. Deixe eu entrar
14. Nem mais uma palavra

As faixas podem ser ouvidas parcialmente no site da banda. As fotos são de lá.

Triste constatar que uma banda que já foi vanguarda da música agora corre atrás para soar como as bandas de rock novas e vazias do Brasil. Pelo menos não viraram uma banda "emo" ainda.

A impressão que fica é que a banda tem que lançar um álbum, não importa se conseguiram juntar canções relevantes para mostrar ao público, que mais uma vez vai escutar uma ou duas faixas, duas ou três vezes nos programas da TV Globo e só.
Muito pouco para os velhos Titãs do Iê Iê Iê.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Finalmente, Barrichello


O fim de semana esportivo foi bem interessante.
O volei feminino ganhou o Grand Prix, o meu Vascão é líder da segundona, com direito a recorde de público no dia do aniversário do clube, e o piloto Rubens Barrichello finalmente venceu com sua Brawn e reassumiu a vice-liderança do mundial de F1.
De todos os resultados, o do Barrichello é o mais significativo. Tá bom... o volei foi campeão, mas era um título esperado, afinal somos o país do voleibol.
Só que um dia já fomos o país da Fórmula 1.

Quando Barrichello começou a correr, tentou assumir o posto de piloto vencedor que, na época, era de Ayrton Senna. Obviamente, e sem demérito nesse ponto, não tinha nem tem o talento de Senna. Pouquíssimos pilotos na história da F1 poderiam ser comparados ao tricampeão Senna. Mas Barrichello teve essa pretensão.
Como não conseguiu ao longo da carreira uma chance real de ser campeão, foi alvo de todo tipo de crítica da torcida brasileira. A maior parte dela merecida.
Depois do acidente que sofreu em 1994, nos treinos da corrida em que morreria Senna, tornou-se um piloto lento. Perdeu a vez. Porém insistiu, e está correndo até hoje.
É o recordista histórico em participações em GPs da F1.
Ontem conseguiu sua décima vitória, a primeira pilotando sua Brawn. As outras nove haviam sido pilotando a Ferrari.

Sempre achei o Barrichello um cara sem personalidade e sem sorte de campeão. Falta algo a ele. Ele fala com uma confiança exagerada, como se quisesse primeiro convencer a si mesmo de que é capaz de vencer, que está tudo bem com ele e com o carro. Já passou por fases de chororô na Ferrari, quando era instruído a dar passagem para Shumacher em algumas corridas, fazendo o claro papel de segundo piloto. No entanto não passava essa informação para o público brasileiro. Sempre buscando ocupar um lugar imaginário de ídolo do automobilismo. Virou chacota.

Ontem ele foi outro Barrichello.
Primeiro vou falar daquilo que não foi ele que fez:
1- A McLaren errou feio. Hamilton entrou nos boxes para reabastecimento e troca de pneus sem que sua equipe estivesse preparada. Perdeu uns 8 segundos nessa confusão. Barrichello o passou como era esperado, mas abriu muita diferença, acabando com as chances do atual campeão na corrida.
2- A Brawn não errou, mudou a estratégia na hora certa antecipando sua segunda troca de pneus em algumas voltas, em parte para evitar a troca com safety car (que acabou não entrando na pista) e principalmente porque já tinha uma vantagem suficiente para voltar na frente do Hamilton. Vantagem construída por Barrichello na pista.

O resto ficou a cargo do piloto. Barrichello fez uma corrida perfeita.

Largou em terceiro, segurou sua posição nas primeiras curvas e seguiu perto das McLarens de Hamilton e Kovalainen. Vinha com mais combustível para parar mais tarde e passou Kovalainen nos boxes, parou depois dele e voltou à frente do segundo piloto da McLaren.
Barrichello andou muito mais que todos. Seu companheiro de equipe, Jenson Button, largou mal fez algumas lambanças leves e depois recuperou um pouco, chegando em sétimo.

Barrichello fez algo que não fazia há muitos anos: correu para vencer. Mostrou que pode ser campeão.

Venceu em Valência com a autoridade de um bom carro, competência de um bom piloto e sorte de campeão.

Ainda falta muito para o campeonato terminar. Massa não deve voltar esse ano (nem Schumacher), mas uma chance de ver um piloto brasileiro disputando um título de F1, mesmo que com poucas chances é algo que eu estou acostumado a ver.

Se Barrichello fizer mais duas corridas como essa, no mínimo vai garantir um cockpit para 2010.

Para não perder a viagem, uma foto de Jenson Button e minha amiga tri-atleta, Nicole.



Até a Bélgica.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Campanha presidencial 2010

Parece que agora a campanha para Presidente da República realmente começou.
Já temos um primeiro candidato de verdade para votar: a senadora Marina Silva deve anunciar em breve, oficialmente, sua candidatura a presidente do Brasil.


Faltam algumas formalidades como ela se filiar ao Partido Verde. Pelo menos já abandonou o PT.

Se o José Serra se confirmar como candidato do PSDB, como parece, ou mesmo se for o Aécio (pouco provável), acredito num segundo turno tucano-verde. Com a Dilma fora, para o bem e felicidade geral da nação.

Não concordo com todas as posições políticas da senadora Marina, mas antes ela do que um da quadrilha que controla o PT.

Post de reinauguração

Estou de volta, renascido do inferno.
Assim como as sandálias Havaianas que sempre foram e continuam sendo uma porcaria, mas são adoradas por toda a massa.

De lá pra cá muita coisa aconteceu.
Meu plano B virou plano A e está indo muito bem, obrigado.

Esta semana reencontrarei velhos e queridos amigos e na semana que vem completarei mais uma volta no sol.

Ah, sim... e o Rock'n roll stills rock'n roll.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Queen ao vivo


Ainda sem condições de escrever sobre o show... Talvez daqui a alguns dias.

Por enquanto deixo vocês com os versos de Roger Taylor (mal traduzidos por mim):

Um sonho, uma alma, um prêmio, um objetivo
Um olhar de ouro do que deveria ser
Um facho de luz que mostra o caminho
Nenhum mortal pode ganhar esse dia
O sino que soa dentro da sua mente
Está a desafiar as portas do tempo
A espera parece eternidade
O dia vai raiar de sanidade
Só pode haver um
Esta fúria que dura mil anos
Logo estará terminada
Esta chama que queima dentro de mim
Estou aqui em harmonias secretas
É um tipo de magia...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Chacoalhando o universo


O novo álbum do Queen, The Comos Rocks, foi recebido com muita desconfiança pelo público em geral.
O título deve ser uma referência à tese de doutorado do guitarrista Brian May, astrofísico nas horas vagas.
O álbum é, para surpresa geral, muito bom.
É claro que se você nunca gostou de Queen, também não vai gostar desse disco.
A voz é de Paul Rodgers, não de Freddie Mercury, o que deixa tudo com um pouco mais de peso. A banda perde o vozeirão de Mercury para ganhar a pegada de Rodgers.
Paul é mais rock'n roll do que Freddie era.



Muitos dizem que não foi uma troca justa. Eu inclusive. Mas o que importa é o que essa formação do Queen consegue fazer hoje, e não o que a formação anterior fazia no passado.
Aliás, me recuso a chamar a banda de "Queen mais Paul Rodgers", como se uma banda trocar de vocalista fosse algum tipo de pecado mortal.
Se assim fosse, bandas como AC/DC, Black Sabbath, Barão Vermelho e muitas outras não teriam a carreira que têm (ou tiveram).
Freddie Mercury foi uma grande perda para a música mundial, mas o rock'n roll não morre com ele.
Nem com Jimi Hendrix, nem com Bon Scott, nem com Cazuza, nem vai morrer com Keith Richards (tá bom, foi um mau exemplo, já que Keith não vai morrer nunca mesmo).

O álbum The Cosmos Rocks, faixa a faixa:

1. Cosmos Rockin' é um excelente roquenrol rasgado. Quase um rockabilly no estilo de Tie Your Mother Down.
2. Time To Shine é um rock típico do Queen que acaba soando como Bad Company (por motivos óbvios), o que no fundo não faz diferença.
3. Still Burnin' é um power-blues marcante. Talvez seja a maior contribuição de Paul Rodgers até agora para o Queen.
4. Small é uma balada com equilíbrio entre Paul e Brian, junta muitas características da carreira dos dois músicos. Não impressiona muito, mas é de boa qualidade. Um pouco acima da média desses cantores e bandas que rolam por aí na mídia.
5. Warboys é um rock que remete ao álbum The Miracle, um dos últimos do Queen com Mercury.
6. We Believe é uma música lenta e melódica. Essa ficaria melhor na voz de Freddie.
Na falta dele, a banda faz o que pode... e consegue um bom resultado.
7. Call Me é um pop com uma pegada reagge. Um faixa inusitada e agradável.
8. Voodoo é um pop-blues que remete a alguns trabalhos do Bad Company. Brian May tem a chance de tocar algo que ele não tinha tocado com o Queen até então.
9. Some Things That Glitter é outra música lenta e melódica. Paul se dá bem nessa.
10. C-lebrity é um rock pesado mesclando as características mais roquenrol dos musicos com arranjos vocais típicos, adivinhem,... do Queen!
11. Through The Night é mais um pop blues onde a guitarra de Brian e a voz de Paul casam perfeitamente.
12. Say It's Not True é uma baladona, sentimental, feita sob medida para Roger Taylor cantar junto com o público. O baterista canta essa faixa no disco, relembrando o início da carreria do Queen quando ele e Brian também cantavam faixas nos álbuns.
13. Surf's Up... School's Out! é um rock'n roll do Queen. Não preciso acrescentar mais nada. Ah sim... acrescento que tem uma gaita de fundo.
14. Small [reprise] é uma versão mais curta da faixa homônima para encerrar o álbum num clima tranqüilo.

No final das contas, um álbum de inéditas à altura do nome do Queen. Um disco para se ouvir e gostar.
Para aqueles que ainda querem chorar a morte de Freddie Mercury, que chorem.
Para os verdadeiros amantes da música, Queen é ainda a soberana do rock'n roll.

The show must go on!

Vejo vocês na Arena dia 29/11.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Anistia para quem?

Anistia ampla, geral e irrestrita?!?
É um belo jargão para se gritar no aeroporto enquanto são recebidos de volta ao Brasil os exilados políticos.

Em 1979, em plena ditadura militar, governo de exceção, numa época em que as instituições desrespeitavam a constituição vigente na maior cara-de-pau,
foi promulgada a lei Nº 6.683 - DE 28 DE AGOSTO DE 1979 - DOU DE 28/8/79, promulgada pelo então presidente empossado por via não plenamente democrática, João Batista de Oliveira Figueiredo, que reproduzo um trecho abaixo.

Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 02 de Setembro de 1961 e 15 de Agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares (vetado).

§ 1º Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política.

§ 2º Excetuam-se dos benefícios da anistia os que foram condenados pela prática de crimes de terrorismo, assalto, seqüestro e atentado pessoal.


A oposição ao governo ditatorial do presidente Figueiredo comemorou esta lei. Acreditavam que o governo estava de alguma forma cedendo e assim deixando que diversos perseguidos políticos, exilados no exterior, pudessem retornar ao Brasil e retomar sua vidas.
A lei deixou claramente de fora os "terroristas", assaltantes, seqüestradores e assassinos. Esses nunca foram anistiados, apesar do mote da lei ser "anistia ampla, geral e irrestrita", havia e há diversas restrições quanto à natureza dos crimes cometidos. Somente os crimes "políticos" foram perdoados.
Basicamente não anistia ninguém que tenha participado da luta armada contra a ditadura.
Será que deixaram esse detalhe omisso para pegar os opositores da ditadura no contra-pé?
Na verdade não.
Eles estavam era salvando a própria pele de futuras retaliações contra os criminosos que agiram muitas vezes paralelamente ao governo ditatorial, e quase sempre com o consentimento de membros do alto escalão, generais que apoiavam o golpe e a manutenção do regime e outras figuras públicas.
Tortura não é nem citada na lei da anistia. Ainda tiveram o cuidado de colocar "crimes políticos ou conexo com estes" e ainda "por motivação política", desta forma deixando uma brecha enorme para interpretações subjetivas.

A lei simplesmente não anistiava coisa nenhuma, o que do ponto de vista jurídico estava correto. No entanto o que a opinião pública percebeu na época, e que perdura até hoje, é que estavam todos - torturadores, sequestradores, terroristas de ambos os lados e subversivos - livres para sempre.
Não é bem assim.

Se fosse assim, essa lei jamais poderia ter sido recepcionada pela Constituição de 1988. Teria sido assim anulada no momento da promulgação da nossa nova carta.

A Lei nº 9.455, de 7 de Abril de 1997 define os crimes de tortura.

Dentre outros parágrafos ela diz:

§ 6º - O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.

Ou seja, a tal anistia não vale no nosso atual Estado de Direito.

A posição da AGU (Advocacia Geral da União) de não investigar esses crimes hediondos, imprescritíveis e inafiançáveis, conforme artigo da nossa Constituição vigente e lei infraconstitucional, é uma posição covarde e ilegal.
É preciso trazer à tona os nomes dos criminosos impunes até hoje. A sociedade tem o direito de saber quem são eles e o que fizeram.
Seus crimes são tão vis que ofendem toda a humanidade.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) já enviou ofício pedindo a abertura dos arquivos e instauração de inquérito ao MP (Ministério Público Federal).

Se não houve crime por que há indenização para as vítimas? O crime foi do Estado? Então quem foram os agentes dos crimes?
O Governo Federal assume uma posição tão incoerente do ponto de vista ético quanto ilegal do ponto de vista jurídico.
Não é uma questão de revanchismo e sim de simples justiça.

O mundo continua mau.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Prefeito do Rio

Após ler um post do blog da jornalista Cora Rónai, reproduzido no blog do jornalista Ricardo Noblat, resolvi escrever um pouco sobre a eleição para prefeito do Rio de Janeiro. (veja o post da Cora Rónai aqui)

Até que ponto a experiência administrativa de um chefe do executivo é importante?
Um prefeito é como um técnico de futebol.
Ele escala o time, orienta como o time deve atuar, aconselha individualmente cada jogador para que ele se integre à equipe e renda o máximo.
O técnico não precisa saber jogar bola.

O prefeito é a mesma coisa. Não precisa ser um engenheiro civil, arquiteto urbanista, sociólogo, economista, administrador, contador, médico, professor de educação física. Basta colocar cada uma desses especialistas na respectiva secretaria.
Ele precisa ter a visão do que seu governo pretende realizar, precisa coordenar os esforços das secretarias e, pricipalmente, precisa se cercar de secretários de boa qualidade técnica, ética e moral.

Essas características mais importantes estavam presentes na candidatura de Fernando Gabeira à prefeitura do Rio, estavam e estão ausentes em Eduardo Paes, candidato eleito para ser o prefeito da cidade por 4 anos.

Daqui a 2 anos, Lula não será mais presidente do Brasil e Sérgio Cabral pode deixar de ser governador do Estado do Rio.
O que restará da tão aclamada parceria da prefeitura com as outras esferas do executivo?
Restará o que sempre existiu, a fria letra da lei e as diretrizes orçamentárias definidas por ela.

Eduardo Paes venceu um pleito com uma margem que denota uma divisão da cidade. Vai governar sob o ranço da imprensa que apoiava seu adversário. Metade do tempo, a partir de 2010, sem os apoios importantes que o elegeram.
Fernando Gabeira perdeu nas urnas, mas ganhou uma notoriedade que não tinha.
De Deputado Federal esquisitinho, passou a ser a onda que quase chegou à prefeitura.

Para um jovem político tentando fortalecer sua carreira, Eduardo saiu no prejuízo. Poderia ter perdido agora e ganho mais tarde, sem precisar se "prostituir" politicamente como fez.
Gabeira poderia ter sido eleito e quebrado a cara na prefeitura.

Quem ganhou e quem perdeu?
Parece que é fácil dizer.

domingo, 19 de outubro de 2008

Culto sob a lona

Na última segunda-feira o verdadeiro Rock’n Roll foi detonado sob a lona do Circo Voador. A melhor banda nascida nos anos 80 fez um show curto e intenso. Foi a quarta apresentação de The Cult no Rio. As três primeiras haviam sido no Metropilitan/Qualquer-coisa Hall na Barra. Desta vez The Cult foi para onde deveria ter ido sempre, o templo do rock, que foi criado justamente para que sua geração se expressasse.

Eduardo, Cristine e eu na porta do Circo

Palco vazio antes do show.

A banda entrou no palco por volta das 22:30 e detonou, sem muito papo, 13 ou 14 músicas. Quase todas clássicas. O show era de lançamento do álbum novo Born Into This, mas tocaram apenas duas músicas novas.

Foi uma apresentação bem mais curta do que a do show anterior Return To Wild, quando executaram músicas de todos os álbuns da banda. Ian Astbury entrou de óculos escuros, um tanto frio. Economizou voz, como fez nos shows anteriores, para cantar as músicas novas com mais empenho do que as antigas.


A única interação dele com a platéia foi quando pediram o pandeiro e ele lançou. Minha amiga Cristine quase toma o pandeiro na cara, pois estava fotografando. Tentei pegar, mas um cara ao lado dela foi mais rápido.
Billy Duffy continua sendo um guitarrista brilhante. Peso e feeling na medida, o cara consegue passear entre o improviso e a precisão e reproduz as ótimas canções que fizeram do The Cult a banda mais querida de todos os grandes artistas da música nos anos 80.


O ponto forte foi o som. Intrumentos bem claros, guitarras com peso e distorção na medida. A banda é completada pelo excelente John Tempesta na bateria (ex-White Zombie e Testament), Mike Dimkich na guitarra, esse pouco utilizado pois Duffy toca “por dois”, mas deu conta do recado e estava visivelmente animado. No baixo, Chris Wyse, mostrou presença e técnica, tocando com e sem palheta.

The Cult – Born Into This set list
(de memória, correções são bem-vindas)

Lil' Devil
Rain
Sweet Soul Sister
Spirit Walker
Eddie (Ciao baby)
Illuminated
Fire Woman
Rise
The Phoenix
Diry Little Rockstar
Wild Flower
Love Removal Machine
(Bis)
Nirvana
She Sells Sanctuary


O público que encheu o Crico Voador saiu satisfeito. Com uma cara de “putz, podia ter mais 1 hora disso”. Valeu por poder ouvir rock na segunda-feira, reencontrar velhos amigos e ainda voltar cedo pra casa para trabalhar no dia seguinte. Toda segunda-feira deveria ser assim.

PS 1: Não consegui subir os videos. Vou tentar de novo mais tarde.
PS 2: Algumas fotos são minhas e outras (as melhores) da Cristine.

domingo, 24 de agosto de 2008

Saldo final dos Jogos

É triste ver um potencial esportivo como do Brasil ser negligenciado por décadas.
Talvez a única exceção seja mesmo o voleibol.
Mesmo perdendo o medalha de ouro para a equipe dos Estados Unidos no masculino, o voleibol se consagra com o esporte mais vitorioso do "país do futebol". E não é por acaso.

Alexandre Inagaki disse tudo o que eu queria dizer nesse post.
Vale a pena ler (inclusive as respostas aos comentários dos leitores).

Esporte é um investimento importante na imagem de qualquer país no exterior. É propaganda da melhor espécie.
Por aqui, o esporte é visto apenas como entretenimento nas escolas e simplesmente não existe nas universidades.
Enquanto essa cultura permanecer, nosso resultado nos Jogos Olímpicos ficará por aí, próximo do vigésimo lugar.

Brasil-sil-sil!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Saldo parcial dos jogos

Mais um post olímpico para animar a madrugada.

Depois do bronze na vela, O Brasil segue na 35a. posição.

Veja alguns dos países que estão na nossa frente:
Etiópia (com 2 ouros e uma prata)
Cazaquistão
Zimbábue
Azerbaijão
Indonésia
Mongólia

Realmente bizarro.
Mas não se desespere, torcedor brasileiro. Mais um ouro e ficaremos colados na Etiópia.

Brasil-sil-sil!

Abençoadas por Éos

Essa madrugada olímpica teve uma emoção a mais para mim. Como alguns sabem, sou (ou fui) quase um velejador.

Acabamos de ganhar a primeira medalha olímpica das mulheres na vela. A primeira da vela feminina na história esportiva do Brasil.
Não foi por acaso.

Fernanda Oliveira e Isabel Swan chegaram na regata final na terceira posição geral, brigando por uma medalha de prata ou de bronze.
Nada estava garantido, mas as velejadoras brasileiras deram um show. Largaram muito bem e partiram para uma disputa pessoal contra as israelenses que tinham a quarta posição geral.
A primeira perna foi de contra-vento com aproximadamente 10 nós de vento.
As israelenses ganharam a primeira bóia, cruzando em primeiro lugar com as brasileiras em segundo. A segunda perna foi de popa.
O barco brasileiro se posiciou bem, exatamente atrás do barco de Israel, roubando um pouco do vento.

O vento se manteve praticamente constante durante toda a regata, ou assim pareceu (difícil dizer pois na raia estavam as melhores velejadoras do mundo, o que faz tudo parecer fácil). O barco da Espanha foi penalizado com um 360, provavelmente por alguma contestação de outro barco durante a prova. No começo da regata, as espanholas já tinha fechado um barco e tiraram um fino da popa de outro.

Quando sentiram que estavam mais rápidas, as brasileiras deram o jaibe escapando das israelenses e ultrapassando-as. Passaram então a fazer uma marcação ao barco adversário, mantendo-se na frente e fazendo o barco de Israel perder tempo.

A manobra mais bonita foi quando as brasileiras chegaram na segunda marca, duas boias formando um gate. Elas chegaram de balão com as israelenses na perseguição. Baixaram o balão de forma perfeita e ganharam mais água.

Enquanto isso, as australianas marcavam as holandesas. Para elas bastava chegar perto das holandesas para ganhar o ouro. Para o Brasil era preciso colocar 7 barcos entre nossas velejadoras e as da Holanda. As autralianas nos davam essa esperança até a metada da segunda perna.
Quando perceberam que precisavam apenas seguir as holandesas para garantir o ouro, relaxaram e as holandesas passaram.
O barco da Holanda fez uma grande regata, recuperando 3 posições e garantindo a prata.

Para as Israelenses era preciso passar o barco do Brasil e colocar outro barco entre elas, o que ficava cada vez mais improvável com os dois barcos, Brasil e Israel, disparados na frente.

Na terceira bóia, as brasileiras confirmaram a liderança da regata. Subiram novamente a vela balão para passar pela marca (outro gate) a velejar para a vitória de vento em popa.
Chegada sensacional em primeiro lugar na regata final, que valia o dobro dos pontos e foi disputada apenas pelas 10 melhores colocadas.

comemoração na água


Para comemorar, como de costume, as brasileiras viraram o veleiro 470 e deram um belo mergulho nas águas da baía de Qingdao. As holandesas Marcelien de Koning e Lobke Berkhout repetiram o gesto, chegando em quinto lugar na regata e comemorando a merecida medalha de prata.
O ouro ficou mesmo com as australianas Elise Rechichi e Tessa Parkinson, mas estas não deram o mergulho da vitória. A Austrália fez a dobradinha da classe 470 feminino e masculino, com os velejadores Nathan Wilmot e Malcolm Page, também medalha de ouro.

Medalha de bronze histórica da vela brasileira. A primeira medalha olímpica da vela conquistada por mulheres.

Com uma forcinha de Éos, deus grego dos ventos, houve um vento razoável neste dia e assim o Brasil pode escapar da loteria de uma regata sem vento e mostrar o seu valor. Valor que já vinha sendo reconhecido até pelas transmissões de outros países.

Parabéns para a nossa timoneira gaúcha Fernanda Oliveira e para a nossa proeira carioca Isabel Swan. Heroínas do esporte brasileiro.

Essa Olimpíada nos deu 2 marcos históricos até aqui: primeira medalha de ouro da natação do Brasil, com César Cielo e a primeira medalha da vela feminina com Fernanda/Isabel.

Começo a acreditar em uma medalha, talvez duas, de ouro no futebol.

Brasil-sil-sil!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Nostradamus do Judas Priest


A clássica banda de heavy metal lança seu décimo sexto álbum de estúdio e traz a tona algo que não se via há muito tempo no cenário musical: um álbum duplo conceitual de rock.
Boiou? Não sabe do que eu estou falando?
Então você nunca deve ter ouvido The Dark Side Of The Moon do Pink Floyd ou Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles.
Já ouviu né?
Então é isso.

Judas Priest volta no tempo e lança algo que já estava extinto na música mundial.
Seu álbum Nostradamus é um CD duplo com 23 musicas para serem ouvidas juntas e na ordem. Resumindo: é um álbum.

O estilo é o velho Heavy Metal com algumas inserções novas, para o Priest, como teclados fazendo uma roupagem mais melodiosa, e algumas vezes sinfônica, para as guitarras de KK Downing e Glenn Tipton.

Rob Halford continua cantando muito bem. Sua voz varia dos médios melodiosos aos agudos estridentes, passando por gritos rascantes. Tudo isso com a elegância de sempre.
Desde sua volta à banda com o álbum anterior, Angel of Retribution, Halford provou que quem já foi rainha não perde a majestade.

O álbum soa bem.
As guitarras não têm aqueles arranjos dobrados característicos da banda, e sim um tom mais sombrio para acompanhar o tema do álbum. A voz de Halford interpreta bem e deixa a marca da banda em cada faixa. As composições têm qualidade muito acima da média atual do rock.
É Heavy Metal para iniciados e não iniciados. Nada muito agressivo, nem pasteurizado.

Novo álbum, nova turnê.
O sacerdote de Judas vai baixar por estas bandas em Novembro, com shows confirmados em São Paulo e Rio de Janeiro.
O site Ticketmaster está vendendo ingressos.

Vejo vocês no show.

sábado, 10 de maio de 2008

Mandando Bala - o filme


O ator britânico Clive Owen costuma fazer filmes bons e variados, como Closer - Perto Demais. Dessa vez ele embarcou no projeto do diretor roteirista Michael Davis. Davis faz esse Mandando Bala (Shoot'em Up) ser um filme de ação violento e engraçado ao mesmo tempo.
Contém os melhores ingredientes do gênero: assassinatos, tortura, linguagem chula, violência gratuita e cenas de sexo.
Aliás colocar a Monica Bellucci num filme e não filmar uma cena de sexo com ela é um desperdício imperdoável.


O filme tem ainda o excelente Paul Giamatti no papel do vilão que persegue o anti-herói rabugento do Clive Owen.


Sem querer revelar muito do filme, a história começa com o personagem Smith (Owen) tentando salvar uma mulher prestes a dar a luz que está sendo perseguida por assassinos armados.
Muita ação com clichês propositadamente exagerados para fazer rir e, claro, muito tiroteio. Uma estética que lembra histórias em quadrinho e filmes do James Bond. Tem muito a ver com O Troco (Payback) de Mel Gibson.
Os extras também são legais. Depois de ver as cenas deletadas, como sempre, me pergunto porque diabos tiraram estas cenas do filme.
Outro detalhe: a trilha sonora só toca heavy metal. Uns antigos e outros nem tanto, tais como Motörhead e Wolfmother.
Recomendo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O bote da cobra


Depois de 20 anos de shows, ainda fico surpreso como um concerto de rock pode trazer felicidade instantânea para o coração.


Foi o que aconteceu no show do Whitesnake ontem no Citibank Hall.
A banda entrou no palco um pouco depois das 22h, dando um desconto para o jeitinho carioca de chegar atrasado. Não só por culpa dos cariocas, encarar o trânsito até a Barra no meio da semana não é mole. Entramos às 21h e a casa ainda estava vazia. Nessa hora deu um aperto no coração pois lembrei do último show do Cult no mesmo lugar que ficou "meio-cheio".
Porém ás 21:30, um bom público já enchia a casa e esperava ansioso pela banda.

Palco vazio antes do show.



Com um pé no hard rock inglês dos anos 70 e outro no heavy metal farofento dos Estados Unidos da década de 80, Whitesnake tem uma das mais longas carreiras do rock´n roll. Já tocaram outras 3 vezes no Rio. A primeira, nem preciso comentar, foi no Rock In Rio 1 em 1985. A segunda foi numa edição do Monsters Of Rock nos anos 90, quando tocaram na mesma noite que o Megadeth, e na terceira vez serviram recentemente de banda de abertura para o Judas Priest. Essa última apresentação foi frustrante para quem assistiu porque foi muito curta. Lamentavelmente cheguei atrasado e vi só o Priest...

Mesmo com uma longa carreira, muitos fãs e todo o sucesso nos anos 80, voltou a ser o que era no início, a banda de apoio para o cantor Coverdale. Apesar de algumas formações marcantes (com guitarristas do peso de John Sykes e Steve Vai ), Whitesnake é apenas a “banda-solo” do David Coverdale. Ele monta e remonta a banda quando quer e, a cada turnê, temos que ver e ouvir para crer. Muitas vezes ele acerta, mas fica sempre a impressão de que a formação anterior poderia ter rendido mais álbuns bons, mais canções memoráveis, se tivesse durado mais tempo.

Dessa vez eles impressionaram.

Coverdale montou essa encarnação do Whitesnake com dois guitarristas solo, Reb Beach e Doug Aldrich. Este último é também co-autor das músicas do álbum novo, Good To Be Bad, e é quem, na prática, executa a maioria dos solos no show com sua Gibson Les Paul.
Nos teclados está Timothy Drury que, além de ser a cara do Ian Gilan (segundo o Roney), já tocou com os Eagles e o Yes. A bateria está sob as baquetas precisas de Chris Frazier que já tocou com Steve Vai e no Edgar Winter Group. O baixista Uriah Duffy também surpreendeu pela pegada e presença de palco (leia-se presepada) e por ser alguém que já tocou com Christina Aguilera(argh!). Com exceção do baterista, todos fazem backing vocals.
Ah sim... e David Coverdale nos vocais.

Voz potente ajudada por excelentes backing vocals e efeitos de eco.


Coverdale continua sendo o melhor vocalista da história do rock (podem discordar se quiserem, seus hereges pagodeiros!). Além de cantar muito, tem ainda uma bela voz e grande presença de palco. Sabe concentrar a atenção da platéia e também sumir, deixando os músicos da banda brilharem, mesmo com ele no palco. Poupou a voz para soltar alguns agudos, mas principalmente para deixar o público cantar sucessos como Love Ain´t No Stranger, Fool For Your Loving, Is This Love e Here I Go Again.
Aliás o público foi um show à parte. Muita gente feliz, cantando muitas músicas. A alegria do público contagiou a banda que fez uma grande apresentação.
O repertório ficou concentrado nos sucessos da década de 80. Tocaram só uma dos anos 70: Ain´t No Love In The Heart of The City (sem contar as do Deep Purple).
Num determinado momento David apareceu com uma cobra de borracha na mão, falando algo sobre a “cobra branca”. Estava tão à vontade que não poupou o público de seus gestos obcenos preferidos como coçar o saco e masturbar o pedestal do microfone.

Uma pausa para os solos de guitarra conjuntos dos guitarristas deu um tom duelístico e pôde mostrar bem a técnica dos dois. Foi seguido da clássica Crying In The Rain.
O solo de bateria foi curto o bastante para ser interessante.

Guitarristas: solos conjuntos.


Bateria purpurinada.


Baixista: presépio e pegada.



Love Ain´t No Stranger. (veja outro video aqui).

The Deeper The Love no YouTube. Versão acústica como no Starkers In Tokyo.

Eu e Vanessa.


Roney, Eric, Carlos e eu.


As músicas do disco novo foram bem escolhidas. O hard rock Can You Hear The Wind Blow foi divertido por lembrar vagamente o Massacration no verso “Across the sea...”. A melhor das 3 tocadas foi mesmo Lay Down Your Love, um rock farofento e empolgante com um toque rhythm and blues, que soa familiar como um sucesso do Whitesnake. Um clássico instantâneo.
Para encerrar, David cantou Soldier Of Fortune à capela, seguida de Burn introduzida pelas duas guitarras tocando uma variação do riff. No meio rolou uma citação curta de Stormbringer. As três do Deep Purple, da época em que Coverdale foi o vocalista da banda.

Soldier of Fortune valeu um telefonema para o Bruno em Manaus, já que o Whitesnake não tocou essa no show de lá (leia aqui uma resenha).
Burn foi um belo encerramento, mas ainda prefiro a execução do Glenn Hughes no Circo Voador, mais fiel à versão do álbum homônimo do Deep Purple.
Ficou a sensação de um show intenso e emocionante, mas um tanto curto.
Contabilizando tudo, valeu muito o show. Ainda teve o bônus da ressurreição do Roney e as palhetas conseguidas por Eric e Carlos.
Público nota 10 e show idem.

Roney (ao fundo de braços erguidos): pinto no lixo renascido do inferno.


Espólio do Carlos.


Espólio do Eric.


Baqueta ao público.


Segue o Set List de memória (correções são bem-vindas):

01- Best Years (nova)
02- Fool For Your Loving
03- Bad Boys
04- Can You Hear The Wind Blow (nova)
05- Love Ain't No Stranger
06- Lay Down Your Love (nova)
07- Is This Love
(solos das guitarras)
08- Crying in the Rain
(solo de bateria)
09- Ain't No Love In the Heart of the City
10- The Deeper The Love
11- Give Me All Your Love Tonight
12- Here I Go Again
(bis)
13- Still of the Night
14- Soldier Of Fortune
15- Burn/Stormbringer


Até a próxima.