terça-feira, 24 de agosto de 2010

Paul Di'anno nessa quinta

O cantor Paul Di'anno, primeiro vocalista da banda Iron Maiden, vai fazer um show no Rio nesta quinta-feira, 26 de agosto, no Hard Rock Cafe.

A turnê é uma comemoração do 30º aniversário do primeiro álbum do Iron Maiden.



The Beast, como é conhecido, vai cantar músicas dos dois primeiros discos do Maiden e algumas outras.

Provável set list do show:

01. The Ides Of March
02. Wrathchild
03. Prowler
04. Marshall Lockjaw
05. Murders In The Rue Morgue
06. Mad Man in the Attic
07. Strange World
08. The Beast Arises
09. Children Of Madness
10. Genghis Khan
11. Remember Tomorrow
12. Faith Healer
13. A Song For You
14. Killers
15. Phantom of the Opera
16. Iron Maiden
17. Running Free
18. Transylvania
19. Blitzkrieg Bop
20. Sanctuary

Informações oficiais do Hard Rock Cafe:
O show acontecerá na quinta feira, dia 26 de agosto a partir das 20h. O ingresso antecipado custa R$50,00 (promocional, meia entrada já inclusa) e na hora custará R$70,00 (promocional, meia entrada já inclusa).

Pontos de venda:
Headbanger, Tijuca - 2284-1034
Snake Pit, Copacabana - 2549-3988
Sempre Música, Ipanema - 2523-9405
Sempre Música, Catete - 2265-6910
Skate Rock, Caxias - 2671-7838 / 3659-9510
Rock N Roll, Barra - 2421-1142
Underground Rock Wear, Bangu - 3159-4354


Vejo vocês lá.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Para quem acha que já perdeu ou está perdendo tempo

As palavras de Mason, Waters, Wright e Gilmour fizeram sentido de repente.

"Cansando de deitar-se ao sol, fica em casa para olhar a chuva
você é jovem e a vida é longa e há tempo para matar hoje.
E então um dia você descobre que dez anos ficaram para trás
ninguém te disse quando correr, você perdeu o tiro de largada.
Então você corre e corre para alcançar, mas o sol, este está afundando
correndo em torno para surgir atrás de você de novo
o sol é o mesmo, de um modo relativo, mas você está mais velho
sem fôlego e um dia mais perto da morte."

O mundo é mau.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ozzy Osbourne - Scream (2010)


Finalmente meu CD novo do velhinho das trevas, Ozzy Osbourne, chegou.

Ouvi tudo com atenção umas 3 vezes.

Resultado: decepção.

Isso sempre acontece quando crio expectativas sobre algo. Todo mundo falou bem e tal, daí achei que valia a pena - e o Ozzy merece tal crédito.
O guitarrista novo, Gus G., é bom. Tem um estilo semelhante ao do Zakk Wylde, que por sua vez tem o mesmo estilo (ou tenta ter) do falecido Randy Rhoads,
Sinceramente, fique com esse último.

Algumas músicas boazinhas nesse CD Scream. Nada inovador, nada clássico.

Dispensável.

2 de 5 estrelas.

Ogro.

PS: resenha curta no estilo do Get The Led Out

quinta-feira, 29 de julho de 2010

F1 e a ética de Dick Vigarista

Para os amantes da Fórmula 1, como eu, fica mais uma vez o gosto amargo da trapaça.

Se eu tivesse conta bancária no Santander, tinha fechado na segunda-feira.
Já devolvi minha Ferrari para a concessionária.

Você compraria um carro usado do sujeito aí da foto?

O mundo continua mau.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Da série Eleições 2010


"Se todo mundo que vai votar no Serra porque não gosta da Dilma, e que vai votar na Dilma porque não gosta do Serra, votasse na Marina, ela estava eleita no primeiro turno."
- Ogro (citando a mim mesmo)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Dia Internacional do Rock

Antes de mais nada, aviso que acho uma tremenda babaquice essa história de dia disso, dia daquilo, dia do pai, da mãe, do homem, da mulher, do amigo, do vizinho, do cachorro, do papagaio... tudo uma enorme falta do que fazer - ou, como diriam meus amigos paranaenses, uma puta falta de palhaçada!

Jimi Hendrix - um ícone do rock

Entretanto, para não perder o ensejo do Dia Internacional do Rock - que é hoje -, aqui vai um jabazinho.

Sou o novo colaborador do novo blog bilíngüe (com trema ainda pois sou tradicionalista em se tratando de roquenrol) Get The Led Out.

O título do blog é uma referência à expressão muito usado nas rádios dos Estados Unidos nos anos 70 e 80 que significa tocar um sucesso do rock para manter ou dar um gás na audiência. Inicialmente queria dizer literalmente colocar uma música do Led Zeppelin para tocar, mas com o tempo virou um termo mais genérico.

O blog Get The Led Out vai falar sobre álbuns de rock clássico, com posts em inglês e em português (ou qualquer outra língua que pintar através dos colaboradores), portanto vai deixando uma janela do Firefox aberta em algum dicionário online.

Feliz Dia do Rock pra você.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Final Inédita prevista pelo polvo vidente



Depois de acertar o resultado do jogo Argentina X Alemanha, o polvo vidente acerta mais uma: Espanha na final.



A voz do polvo é a voz de Deus.

A propósito, o nome do bicho é Paul. Paul, o polvo.

A Holanda segue firme rumo ao tri.. vice!



sexta-feira, 2 de julho de 2010

Brasil classificado para a Copa de 2014

Parece que a FIFA conseguiu o resultado que queria. Tirou o Brasil da Copa.


Colaboraram, Felipe Melo e Dunga.

A Holanda entrou no jogo achando que teria tempo de cozinhar e pensar. Se enganou.
O Brasil foi pra cima e fez uma marcação adiantada.
Sem espaço para tocar a bola, a Holanda esbarrou na limitação técnica dos seus jogadores - também presente em muitos jogadores do Brasil, mas nem todos.
Tomou um gol aos 10 minutos e ficou acuada todo o primeiro tempo.

Começaram então a jogar como um time sulamericano. Coisa que eu nunca tinha visto os holandeses fazerem.
Qualquer bola dividida se jogavam, faziam o maior teatro. E chegavam duro em todas.
Fizeram a velha e famosa catimba platina, comum em equipes da Argentina e do Uruguai.

No segundo tempo, o Brasil entrou frouxo e deu espaço para os holandeses pensarem.
Se há algo que o time da holanda faz bem melhor do que o time brasileiro é isso: pensar.
Foram ao ataque e continuaram a catimba. Pressionada, a seleção brasileira começou a ficar tensa, irritada, emotiva.
Os jogadores da Holanda perceberam e, frios como sempre, continuaram catimbando, batendo e se jogando para tentar enganar o árbitro.
Fizeram um gol na sorte, na falha da defesa: uma bola cruzada acabou entrando direto.
O Brasil estava totalmente desequilibrado emocionalmente e os holandeses souberam aproveitar.
Fizeram o segundo gol numa cobrança de escanteio com mais uma falha da defesa brasileira que não marcou a bola na primeira trave.
Daí pra frente foi administrar o jogo e continuar irritando o Brasil.
O juizão, vendo que o resultado que a FIFA queria já estava no placar, parou de dar cartões aos violentos holandeses para não prejudicá-los no próximo jogo e nem expulsar nenhum deles nesse.
Felipe Melo fez aquilo que todos temiam que ele fizesse na Copa e foi expulso.
Daí foi esperar o tempo passar.

Dunga pagou o preço de convocar somente os jogadores que ele confiava, a maioria jogadores comuns.
Agora é aturar os abutres de plantão da crônica esportiva massacrando o Dunga.

O Brasil está fora da Copa de 2010.
Agora é começar a preparação para jogar em 2014.

Como diria o Vanucci: o Brasil é logo ali.

PS: A foto é do pé-frio do Mick Jagger que, depois de torcer para Inglaterra e Estados Unidos, resolveu torcer para o país do seu filho e deu nisso.

terça-feira, 22 de junho de 2010

É Dunga e mais 23

Depois dos xingamento entreouvidos pela captação dos microfones da FIFA do Dunga, treinador da Seleção Brasileira, dirigidos ao reporter esportivo Alex Escobar, a Globo ficou mordida.
Valeu até um editorial boboca de Tadeu Schmidt no Fantástico para falar mal, mais um vez, do treinador da Seleção.


O Brasil jogou mal na estréia? A culpa é do Dunga.
Não importa que historicamente todas as estréias em Copa do Mundo foram ruins para nós.
O Kaká foi expulso? A culpa é do Dunga.
O Juiz? Não! O Juiz foi perfeito na partida.
Portugal meteu 7 x 0 na Coréia do Norte? A culpa é do Dunga.

Tá difícil.

O Dunga não convocou o Paulo Henrique Ganso? O Dunga é burro.
Pouco importa que o Ganso nunca tenha jogado uma única partida pela Seleção e também não tem nada a ver o fato dele ter sido operado do joelho logo em seguida à convocação, né?

Estou com Dunga e não abro. Ele está certo.
E tem boas chances de vencer essa Copa.
Quem sabe em uma final histórica contra a Argentina. Final dos meus sonhos de criança. Com Messi, Maradona de óculos de diamente e o escambau.

Todos os blogs de jornalistas correram para execrar o Dunga pelo xingamento contra o Alex Escobar da Globo (TV Globo e SportTV). Defendendo corporativamente o colega. Tentando mais uma vez colocar o torcedor contra o Dunga, numa torcida insana pelo fracasso da Seleção.

Quebraram a cara!

Ninguém mostrou o Escobar se rindo ao telefone enquanto o Dunga respondia aos jornalistas do mundo todo. Quer respeito? Acho que já sabem a resposta...
Milhares -  eu disse milhares - de comentários nesses blogs apoiam o Dunga, e não a imprensa.
Não adianta tentar manipular. O torcedor está com a Seleção na Copa.
E a Seleção Brasileira é Dunga e mais 23.

Eu sou mau, o mundo é mau e o mal triunfará... com um Hexacampeonato Mundial.
Vão pro inferno, jornalistas!

PS: E olha que eu gosto do Escobar.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Brasil-sil-sil

Negligenciei o assunto Copa do Mundo até agora porque, até pouco antes da Copa começar, eu já estava de saco cheio de tanto ouvir falar dela, da África, da África do Sul, etc. Informações massificadas, marteladas nos olhos e ouvidos dos espectadores até sair pelo ladrão.
Depois que a bola começou a rolar, me interessei mais.

Eu acompanho Copa do Mundo desde a da Argentina em 1978. Tudo bem que eu era criança e não percebi muita coisa, então vamos contabilizar a da Espanha 1982 como a primeira.
Essa história todo mundo conhece (quem não conhece é porque não gosta de futebol).
Depois veio a do México de 1986, ainda com um resto de esperança da torcida brasileira. Mesmo técnico, time já decadente, semi-remodelado.

Comecei a perceber uma coisa sobre seleção brasileira. Teorias da conspiração à parte, a seleção é montada de forma cíclica.
Há sempre uma primeira seleção renovada, uma espécie de time em evolução.
Na Copa seguinte esse time está no auge. No auge dele, do que ele pode alcançar.
Na outra Copa o time está em decadência e já parcialmente renovado.

Vou dar alguns exemplos.
Em 1978 tínhamos um grande time. O Brasil ainda tentava definir uma nova forma de jogar que amadureceria na Copa seguinte, quando tivemos uma grande renovação no time, mais por conta de diversas contusões (Roberto Dinamite foi a mais marcante).
Desembarcamos em 1982 com um timaço. No auge.
Em 1986 já era o time em decadência.

Em 1990 era o novo time. Ainda com problemas típicos de uma equipe em amadurecimento agravados por um comando pífio.
Duvida?
Então compare a escalação dos reservas e titulares de 1990 com a do time campeão de 1994 e você vai entender.

Em 1998 era o resto de 1994. Fracasso anunciado, somando-se alguns problemas extra-campo do Ronaldo, sua crise na véspera da final. Mesmo assim chegamos na final.

Em 2002 ainda tínhamos alguns de 1998 - Rivaldo e Ronaldo (o ressurrecto fenômeno) estavam lá. Um comando firme nos trouxe a Copa.
Aqui minha teoria esbarra numa exceção. O time em fase de renovação levou o título.

Em 2006 era (teoricamente) o auge. Porém o oba-oba dos jogadores milionários, farristas e vaidosos nos derrotou.

Agora estaríamos na fase decadência. Só que um novo fator mudou a trajetória.
Dunga.
Parece que nosso técnico decidiu tomar a seleção só para ele e assumir qualquer fracasso ou vitória pessoalmente.
É o fator Mulo. (ver trilogia A Fundação, de Isaac Asimov)

O ciclo pode ser quebrado.
É tudo tão estranho que talvez consigamos um Hexa agora e mais um Hepta no Brasil em 2014.

Estou torcendo.

José Sarmago 1922 - 2010

O escritor José Saramago recebendo um de seus muitos prêmios.


O mundo ficou mais burro hoje... e continua mau.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mega Blues Jam em Laranjeiras

Hoje (segunda 24/05) vai rolar um ultra show de blues no Mercadinho São José (Rua das Laranjeiras, 90) com grandes feras do blues do Brasil.

Álamo Leal com os etílicos Otávio Rocha, Claudio Bedran e Pedro Strasser

A mega jam está marcada para começar às 18h.

Alguns nomes que estarão lá:
Maurício Sahady (guitarra,voz)
Álamo Leal (guitarra, voz)
Otávio Rocha (guitarra, Blues Etílicos)
Cláudio Bedran (baixo, Blues Etílicos)
Pedro Strasser (bateria, Blues Etílicos)
Beto Werther  (bateria, ex-Big Allanbik)
Rosane Corrêa (voz)
Cesar Lago (baixo)
Rodica Blues (voz)
Sérgio Rocha (guitarra, ex-Baseado em Blues)
Cristiano Crochemore (guitarra)
Blues Juice (blues band)
Alexandre Valladão (guitarra)
Newton Ricardo (não sei...)


Onde, quando, quanto:
Mercado São José - Rua das Laranjeiras 90
Horário de 18:00 às 21:55
Entrada R$10,00


Vejo vocês lá.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dio 1942 - 2010


O rock está de luto.
Ronnie James Dio partiu para se juntar ao grande concerto no céu.

Ficam as lembranças do último show dele com o Heaven & Hell, pseudônimo do Black Sabbath nos anos 2000.
Grande show no CitiBank Hall.

Dio era um dos mais carismáticos e competentes vocalistas de heavy metal da história. Amado por todos, foi quem introduziu o gesto que virou sinônimo de heavy metal, o punho semi cerrado com o dedo mínimo e o indicador esticados, desenhando dois chifres para espetar e afastar o mal.
Em sua primeira passagem pelo Black Sabbath, substituiu Ozzy Osbourne e levou a banda para uma fase mais madura que muitos consideram (eu inclusive) o melhor momento da carreira do Sabbath, banda que definiu o heavy metal como nós o conhecemos hoje.

Rest in peace, Dio.

Long live rock 'n' roll!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

SIlêncio externo

Sozinho no meu apartamento é só silêncio e solidão.
Silêncio externo, pois dentro da cabeça escuto as palavras de Raul Seixas ecoarem, com minha boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar.
As cercas continuam separando quintais, enquanto que no cume do Corcovado observo a sombra sonora do disco voador assentar-se.

(Esse ficou curtinho. Talvez fosse melhor fazer um Twitter pra mim)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Big Gilson na Lapa


Seguindo a tradição da casa de trazer grandes nomes do blues, o bluesman Big Gilson se apresentou no Rio Rock & Blues Club da Lapa nesse sábado, 24 de abril.
O guitarrista, compositor e cantor trouxe seu show atual que faz parte da turnê do seu álbum de 2009 – Sentenced To Living.
A banda tem o clássico formato power trio, com Big Gilson na guitarra e voz, Gil Eduardo na bateria e Flávia Couri no baixo e vocais.
Antes de falar do show em si, preciso falar da banda. Uma superbanda.
Gil Eduardo continua sendo um dos melhores bateristas de blues do Brasil. O ex-integrante do Blues Etílicos é o coração da Blues Dynamite, cozinha que acompanha o Big Gilson há alguns anos.
No lugar do baixista Pedro Leão, tocou nesse show a baixista do Autoramas, Flávia Couri. Fiquei surpreso com duas coisas: primeiro ela é muito mais bonita pessoalmente do que nos (ótimos) vídeos do álbum Desplugado da banda Autoramas (MTV Apresenta Autoramas Desplugado); segundo... ela toca muito. Mostrou muita técnica e feeling nas frases de baixo e manteve o volume e a pegada durante todo o show. A Flávia é uma baixista da geração 90, entrou na banda Autoramas no lugar de Selma Vieira depois de passar por outras tantas. Atualmente tem também uma banda de rock chamada Doidivinas que está prestes a lançar um CD.


O show teve um clima de festa. Com o público muito próximo, curtindo e dançando. Reencontrei Mestre Arildo Bluesman, o maior divulgador do blues da cena carioca que andava sumido, mas esteve presente nesse fim de semana para prestigiar o Big Gilson e também o Maurício Sahady, que tocou na sexta-feira, dia de São Jorge.
Gilson mostrou seu blues moderno com pegada rock que reflete bastante o que está acontecendo nos Estados Unidos agora, em sintonia com músicos como Joe Bonamassa ou a banda The Black Keys que tocam um blues rotulado (por enquanto) como modern blues, misturando o Delta Blues, Chicago Blues e o British Blues dos anos 60 e 70.


Big Gilson e Flávia



Gil Eduardo

Mesmo passando mais tempo no exterior do que no Brasil, O ex-Big Allanbik não nega suas origens, passeando pelo blues tradicional e pelo blues-rock, somando várias influências, inclusive da música popular brasileira. Mostrou que se sente bem em tocar no Rio e que atingiu um alto nível técnico e uma identidade própria na guitarra, o que o coloca como um dos grandes guitarristas do Brasil.
Na platéia pude ainda notar a presença de Otávio Rocha (Blues Etílicos) e Gabriel Thomaz (Autoramas) - músicos bem conhecidos da cena rock-blues do Rio que assistiram ao show com muita atenção.
No final consegui comprar o CD Senteced To Living com direito a autógrafo do Big Gilson.



Set list (desta vez está preciso, tive de onde 'colar'):

1.Judgement Day
2.Dimples
3.It’s Hard To Say Goodbye *
4.Sentenced To Living *
5.Tobacco Road *
6.In The Morning
7.Tropical Feeling Blues
8.Messiah
9.Ride The Rocket
10.Baby Please Don’t Go *
11.Chrysalis
12.I Wonder Who
13.I Feel So Good
14.Take Me To The River
(bis)
15.Tell Mama
(segundo bis)
16.Little Wing


Papel com set list roubado do palco.


Antes e depois do show, como é costume no Rio Rock & Blues Club, o público foi animado pela banda da casa apresentando o show Rock Story. Tocaram clássicos do rock até as 3 da manhã e sairam do palco com a galera querendo mais.

Semana que vem quero assistir o não menos brilhante guitarrista Maurício Sahady (finalmente), antes que a temporada dele na casa termine.
Até sexta.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Slash


Aproveitando o clima de Guns N' Roses, acabo de ouvir o novo álbum do guitarrista Slash.
Tecnicamente é o primeiro álbum solo dele, que já tocou no, além do GNR, Snakepit e Velvet Revolver.

O álbum pode ser escutado na íntegra aqui.

Fiquei sabendo do álbum pele lendário Kid Vinil.

Excelente disco com uma lista estelar de vocalistas.
Recomendo.

Quando tiver o CD em mãos falo mais um pouco.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Axl Rose e sua banda

Guns N'Roses tocou na Praça da Apoteose há poucas horas.
Seria uma frase histórica para o rock se o Guns N'Roses ainda fosse o Guns N'Roses.
A noite começou com uma banda brasileira chamada Magestike (ou algo assim). Uma banda de NuMetal com vocal feminino e músicas em português - vou dar crédito. Não é fácil fazer isso. Não deu pra analisar as letras das músicas porque as estava ouvindo pela primeira vez e não assisti o show todo. Tocavam direitinho.

Sebastian Bach entrou em seguida com um show mais do que razoável. Foi extremamente simpático com o público e cantou bem. No repertório estavam todas as músicas da época do Skid Row que eu queria ouvir, inclusive I Remeber You. Seu show terminou às 22h30. O público gritava em coro o nome do cantor que estava muito à vontade no palco. Sebastian tentou "trocar" de nome durante o show dizendo que se chamava "chau" ou algo assim, mas isso passou batido pelo público.


Aí começou a longa espera pelo Guns N'Roses.
A banda entrou no palco à 1h da madrugada, depois de deixar o público esperando, vaiando e xingando por mais de duas horas.

Eu já esperava por isso. Foi assim nos outros shows no Brasil. Daí a minha opção por assistir na arquibancada. Esperei sentado, ao coro de "filhadaputa".

Quando finalmente entraram no palco, fizeram um bom show. Se não tivessem cansado e irritado o público (muita gente foi embora antes do show começar), teriam feito uma apresentação histórica.
Não fizeram.


Um dos motivos foi a voz de Axl Rose que não se ouvia direito da arquibancada. O outro foi a falta do Guns N'Roses no palco.
Juntar 3 (bons) guitarristas, dois tecladistas , um baixista e um baterista para tocar as músicas do Guns N'Roses dá uma excelente banda cover. Já assisti algumas boas bandas assim, mas nada comparado ao trio Slash, Izzy e Duff no auge da banda em 1991 no Maracanã (Rock In Rio 2).

Para não dizer que não falei de flores... o set list da noite foi muito bem escolhido. Tocaram a maioria das minhas músicas favoritas da banda. Muitas do Appetite For Destruction de 1987 e fecharam o set principal com Nightrain. Tocaram um cover do AC/DC: Whole Lotta Rosie - música que pouca gente na Apoteose sabia cantar. Como disse o Bruno, o rock morreu...
Aliás, o público era bem jovem. Muitas crianças e adolescentes.
Estranho para uma banda que já pode ser considerada um dinossauro do rock e que nem arranha hoje o sucesso que teve há 20 anos.

Tirando a voz do Axl que pouco se ouvia, a banda soava muito bem. Não estou implicando com o Axl. Quando se ouvia a sua voz, ela estava certinha. Parecia que o som é que estava falhando.
Um dos (três) guitarristas fez uma citação de Jimi Hendrix para introduzir Knockin' On Heaven's Door - clássico do Bob Dylan e grande sucesso do GNR. Foi mais um ponto alto do show.
Sweet Child O'Mine, o maior hit da banda até hoje, foi executada nota a nota, com DJ Ashba imitando Slash - o cara é praticamente um clone mais novo do guitarrista original da banda.
Outras presepadas foram o tema de 007 antes de Live And Let Die de Paul McCartney - trilha de filme de James Bond que o GNR gravou no Use Your Illusion - e Another Brick In The Wall (part II) antes de November Rain, com Axl ao piano.
Além dos clássicos da banda, tocaram algumas músicas do álbum recente, Chinese Democracy. Essas canções são dispensáveis. No entanto, o público gostou de uma delas (não sei qual), mostrando que o trabalho novo do GNR agrada.

No final das contas foi um bom show, mas poderia ter sido sensacional se a banda ainda tivesse sua formação clássica. Os músicos do Axl Rose se esforçam para agradar. São competentes, mas não fazem parte da história da banda. Axl sozinho não dá conta do legado da última boa surpresa dos anos 80.

No final a banda retornou ao palco para agradecer ao público e o guitarrista Bumblefoot executou o Hino Nacional Brasileiro com bastante distorção e sentimento. Eram 3h30 da madrugada...

Set list (mais ou menos isso):

Chinese Democracy
Scraped
Welcome to the Jungle
It´s so Easy
Mr. Brownstone
Twat
Richard Solo (tema de James Bond )
Live and Let Die
Sorry
If the World
Rocket Queen
(Dizzy Solo)
Street of Dreams
Knockin' On Heaven's Door
You Could be Mine
(DJ Solo)
Sweet Child O'Mine
This I Love
Another Brick In The Wall (part II)
November Rain
(Bumblefoot Solo: tema da Pantera Cor-de-Rosa)
Shackler's Revenge
Night Train
(bis)
Whole Lotta Rosie
Patience
Paradise City

(after encore)
Hino Nacional Brasileiro


(fotos roubadas do G1)

Até a próxima.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Não teve Guns 'n' Roses

Formação clássica: Duff, Slash, Axl, Steven e Izzy

Depois do breve temporal - que assolou o Rio ontem no início da noite - derrubar parte do palco em que o Guns 'n' Roses iria se apresentar na Praça da Apoteose, o show foi cancelado.

Os organizadores do show, a Time For Fun, terão que arcar com o prejuízo de devolver o valor dos ingressos a cada espectador e ainda devem ser processados por outras despesas como taxas de (in)conveniência, despesas de viajem e hospedagem, etc.
No fim será a seguradora contratada por eles que arcará com o prejuízo.

Mesmo que marquem outra data para o show, muitos ainda vão preferir ter seu dinheiro de volta.
Não só pelo receio de ter novamente o show cancelado, mas por ter na data de ontem sua única oportunidade de assisitir ao show.
Uma provável data seria no início de abril, após o show do Equador, no dia 1 de abril em Quito.
A Time For Fun já manifestou a intenção de remarcar o show.

É uma pena que esses contratempos sejam a tônica da turnê da banda de Axl Rose no Brasil.
Depois dos atrasos incomensuráveis em São Paulo e Brasília, a banda cover de Axl terá amanhã, em Porto Alegre, sua última chance de realizar uma apresentação digna do legado que o nome Guns 'n' Roses traz.

A banda, que era formada por Axl Rose (vocais), Slash (guitarra solo), Izzy Stradlin (guitarra base), Duff McKagan (baixo) e Steven Adler (bateria) na época do lançamento de seu primeiro e fantástico álbum Appetite for Destruction, não existe mais.
Hoje é formada por trocentos guitarristas, tecladista e etc. Tudo para reproduzir as músicas como elas foram gravadas. Uma banda cover capitaneada por Axl Rose, único remanescente da formação que alcançou o estrelato.

De qualquer forma eu iria ver o show ontem. Tenho alguns motivos para isso.
O primeiro é que eu gosto do Sebastian Bach - que faria o show de abertura.
A segunda é que considero o Axl Rose um grande vocalista de heavy metal - sim, heavy metal, pois o álbum Appetite For Desrtuction é um álbum de heavy metal.
Pra mim esses dois cantores já valiam o show, mesmo achando o novo álbun do GNR, Chinese Democracy, muito fraco.



Só para constar, veja abaixo o set list do show do Guns 'n' Roses em São Paulo:

Chinese Democracy
Welcome to the Jungle
It´s so Easy
Mr. Brownstone
Sorry
Better
Live and let Die
If the World
Rocket Queen
Street of Dreams
Scraped
Sweet Child O' Mine
You Cold be Mine
Novemeber Rain
Knocking' on Heaven´s Doors
Nightrain

Bis:
Madagascar
Shackler's Revenge
This is Love
Patience
Paradise City

quarta-feira, 3 de março de 2010

Velhas Virgens no Circo Voador

A mão no canto direito inferior da foto, de luva preta, é do meu amigo Waagner (com dois "a" mesmo).

Fotos de Mauricio Suñer, roubadas do site http://www.velhasvirgens.com.br/

A idéia era entrar no Circo na hora do show do Cabaret. Errei feio. Cheguei no meio do show da primeira banda, pouco antes das 23h.
Tudo bem, pelo menos eu iria conferir o trabalho de todas as bandas da noite. Nenhuma que eu tivesse ouvido falar além do Cabaret e das Velhas Virgens – maior banda de rock independente do Brasil, como eles mesmos se intitulam.

O show do Circo foi parte do festival Grito Rock que aconteceu em duas noites, sexta e sábado, com diversas bandas. Só para constar, na sexta o show principal era com Móveis Coloniais de Acajú, uma banda simpática que negligenciei propositadamente.

Antes de falar dos shows em si, um pequeno retrospecto: eu vinha de uma mini-temporada de shows do Cabaret na Drinkeria Maldita, foram 4 quintas-feiras. Eu fui às 3 últimas. Também assisti recentemente às Velhas Virgens no Teatro Odisséia.
Esse “recentemente” quer dizer que não sei exatamente quando foi; perdi a contagem do tempo no último ano por motivos diversos (não, não tem nada a ver com substâncias ilícitas).

Acabei assistindo às 3 bandas antes do Cabaret – não sei exatamente quais, nem a ordem. Duas delas deram seu recado. Uma que só cantou músicas em inglês (inclusive Riders On The Storm do Doors) e outra que tinha um vocalista que lembrava bastante a performance do Cazuza no palco – infelizmente as músicas não lembravam, apesar de terem soado rock’n roll. Um dos guitarristas tocou até uma gaita, dando um toque southern rock ao som.

O Cabaret entrou no palco por volta de 1 da manhã, com a platéia já impaciente para ver as Velhas Virgens, que estavam agendadas para as 1h20 (alguém acreditava?).
Foi engraçado o embate entre o Márvio, vocalista do Cabaret, e parte do público que pedia as Velhas. Ele provocou logo de cara, perguntando se aquilo ali é que era o Circo Voador. Quando pediram a “saideira”, logo depois da primeira música executada pela banda, o vocalista “heterossexual sensível” disse que não tinha pressa para sair do palco, eles que esperassem pra ver as Velhas Virgens.
Mesmo com um público adverso, o Cabaret fez seu show de maneira correta, um pouco reduzido. Acho que tocaram duas ou três músicas a menos.
Uma parte da platéia não enxergou (ou escutou) as semelhanças entre o som do Cabaret e o das Velhas. São bandas bem diferentes a primeira vista.
Apesar de ambas tocarem rock e de usarem o humor, o rock das Velhas é blues-rock enquanto o rock do Cabaret é hard-rock. O humor também é diverso. O Cabaret é cínico e ri de todos e de si mesmo, já as Velhas são escrachados e diretos, quase pastelão. Percebi algumas meninas reclamando que o Márvio era muito afetado – não conseguiam perceber a presença do personagem no palco. Foi praticamente o mesmo show que já falei aqui.
O público mais xiita das Velhas Virgens não prestou a devida atenção ao Cabaret e perderam uma boa oportunidade de conhecer a melhor banda de rock do Rio. Rock bom é rock bom. Não tem que ser igual. Mesmo com uma minoria barulhenta na ponta esquerda do público, o Cabaret agradou de um modo geral.

Enfim as Velhas Virgens

Subiram no Palco por volta de 2h30. Visivelmente emocionados por subir no palco do Circo Voador pela primeira vez.
O show é praticamente todo calcado no álbum mais recente: Ninguém Beija Como As Lésbicas – uma ópera rock, segundo eles mesmos.
A banda entra toda arrumadinha, com figurino tipo bookmaker de mafioso. O figurino obviamente não sobrevive nem até a metade do show.
Começa com o Gênio da Garrafa, uma brincadeira com o público em que Paulão entra vestido como um Elvis em fim de carreira.




Apesar de tocarem poucos clássicos, a animação do público é grande. As Velhas têm um trunfo que nenhuma banda tem: são populares por conta da internet e tocaram pouquíssimas vezes no Rio nesse 24 anos de carreira (4 vezes pelas minhas contas: 2 vezes no Garage, 1 vez no Teatro Odisséia e essa última no Circo).
Eu acompanho “de longe” as Velhas Virgens desde 2001 e tive a sorte de assistí-los com 3 formações diferentes, uma delas em São Paulo no extinto Rock’n’Roll Bar ainda com a Claudia Lino nos vocais. Posso dizer que a banda muda, mas não perde o espírito: Tuca, Cavalo e Paulão formam um núcleo sólido.
O guitarrista Roy Carlini é versátil: toca, canta e compõe. A vocalista Juju (Juliana Kosso), de todas que passaram pela banda, é a que sabe usar melhor a sensualidade. Aliás sensualidade é pouco, ela é pornográfica mesmo – encarna o personagem com gosto. Os figurinos dela são um show à parte.

O show acelera com a música Essa Mulher Só Quer Viver na Balada – um rock rápido com pegada punk. Daí pra frente o público ficou descontrolado.
Foram dezenas de subidas no palco para abraçar, puxar microfone e depois mergulhar de volta. Rapazes e moças alucinados pelo rock. Apesar do excesso, as invasões não atrapalharam o show. Lá pela décima segunda o segurança do Circo ficou um tanto irritado, mas tudo correu sem problemas.
Juju canta o pop-rock Cafajeste e Paulão faz o Circo cantar a plenos pulmões a balada A Última Partida de Bilhar. Histórica participação da platéia em uma música de álbum novo. A "maior banda de rock independente do país" mostra aqui que não é a ‘maior’ só da boca pra fora.
Roy e Juju cantam Strip’n’Blues, com Paulão fora do palco e mostram que as Velhas não são só o ‘velho’.
Até aí, só músicas do disco novo.


Quando soltaram os clássicos Siririca Baby, B.U.C.E.T.A e Abre Essas Pernas foi quase como derramar um copo de cachaça de volta no alambique – a platéia já era deles.
Paulão conversa bastante com a platéia. Mexe com quem está quieto no show, faz mímica para cutucar quem está com a cabeça apoiada no punho ou de braço cruzado. Pede para as namoradas pegarem nos ‘paus’ dos namorados, desce do palco para mostrar como fazer isso direito. Derrama cerveja no pé de uma menina que subiu no palco e bebe de joelhos a cerveja que escorre pelos pés da moça, efim, não economiza no quesito interação.

Lá pelas tantas, pedem licença para puxar algumas marchinhas de carnaval – sim, teve um momento baile de carnaval atendendo a pedidos e aproveitando a proximidade com a festa anual do samba. Paulão reclama que Adoniran Barbosa, assim como Noel Rosa, completou 100 anos e nenhuma Escola de Samba de São Paulo notou. Sem querer ofender o Paulão, mas existe Escola de Samba em São Paulo?!?!?
Explicou que eles costumam ouvir de tudo para ajudar na composição de suas canções. Tocaram as suas marchinhas e a platéia roquenrol foi junto, sem medo. O Quê que Você tem na Boca Maria e O Homem do Bigode Cheiroso foram executadas com cabeludos de camisa preta pulando alucinados.
Afinal, como ele mesmo disse, se podem nos enfiar micaretas goela abaixo o ano todo, as Velhas também podem fazer o seu bailinho. Atacaram de Samba do Arnesto de Adoniran em versão punkabilly para fechar o bloco.

Um detalhe bizonho: as cartas de baralho no palco são a Dama “Q”, o Rei “K” e o Curinga “Jocker”... “Jocker” com “ck”! Não seria “Joker”??

As Velhas Virgens pisaram pela primeira vez no palco do Circo Voador com a autoridade de serem, nos últimos 24 anos, a linha de frente do roquenrol no país. Fizeram um show memorável para um público que, mesmo aqueles que não são fãs da banda ou que nunca tinham visto, se rendeu e se divertiu com um “som estúpido e velho chamado rock’n’roll” (citando o Paulão).

Não perco de jeito nenhum o próximo show das Velhas Virgens no Circo Voador.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Metallica no Morumbi

Algumas impressões do show de domingo (reproduzidas de um email enviado na segunda-feira 1 de fevereiro).

"Muito bom o show ontem no Morumbi.
Não sou um fã muito hardcore do Metallica. A banda escolheu um repertório excelente para o meu gosto, mais heavy metal do que thrash (leia-se só hits). Claro, algumas do disco novo - incluindo Cyanide que é a minha preferida do disco.
A interação com o público foi um ponto forte também.


Em compensação a Ticketmaster fez mais uma de suas cagadas e deixou a galera na fila quase 3 horas para retirar o ingresso comprado pelo site. Bateram o próprio recorde de incompetência.
Por conta disso não vi o Sepultura (o que não me faz falta nenhuma, com todo o respeito aos fãs da banda de Minas-Arizona).

Venderam menos do que a metade dos ingressos para o show de domingo.
As arquibancadas ficaram totalmente vazias - a organização colocou todo mundo da arquibancada na pista.
Acabei assistindo na Pista VIP mesmo tendo comprado ingresso de arquibancada especial vermelha.

Meu chute é que tinham umas 25 mil pessoas no show. Quase um show particular.

O som estava perfeito e a banda executou muito bem todas as músicas. A única coisa que não gostei foi do uso excessivo de partes gravadas em introduções e nos vocais de criancinha de Enter Sandman.

Palco simples (todo preto) com um telão inteiro na parte de trás. Labaredas nas laterais e alguns fogos no meio da música foram as pirotecnias adotadas no show. Discretas, sem papagaiadas, mas que funcionaram muito bem.
Guitarrista maquiado? Talvez uma homenagem ao Twisted Sister...

Entre altos e baixos da minha empreitada, saí no lucro.
Mesmo com o esforço de sair as 10h da manhã do Rio , ir até o Morumbi e voltar logo depois do show. Graças à raça da Vanessa que dirigiu 90% do trajeto ida e volta.
Cheguei em casa hoje às 6h da manhã com a sensação de que valeu a pena.
Mesmo já tendo assitido Metallica e muitos outros shows, rock`n roll é sempre algo revigorante.
Como perguntou o Hetfield no show: "Vocês estão vivos?"
Depois desse show, mais do que nunca. "

Fotos roubadas daqui.

PS: foto da lua tirada da pista vip do Morumbi.
A galera da pista gritava para as cadeiras sob a arquibancada azul: "Ei, Azul! Não Pode ver a Lua! Ei, Azul! Não pode ver a Lua!"


Cabaret na Drinkeria

A temporada da banda Cabaret na Drikeria Maldita em Copacabana já acabou.
Fortam 4 quintas-feiras de janeiro.
Agora só no final de fevereiro, no Circo Voador, porderemos assistir ao show dos úlitmos heterossexuais sensíveis.

Algumas fotos horríveis, tiradas com meu celular vagabundo no escuro.






No último dia (quinta passada) teve a participação do Toni Platão cantando "Já é tarde" (se não me engano). Detonou.

As múscias do novo álbum, por mais improvável que pudesse parecer, conseguem manter o nível do primeiro álbum, o que é mais do que suficiente para tocar um ano inteiro no meu iPod de novo.

Aliás segue o programa:

A PAIXÃO SEGUNDO CABARET

1. Prólogo
A Paixão Segundo Cabaret - o jovem Dontlov, após desilusões, se nega ao amor.

2. Ária
O Amor de Ninguém — Beirando os 40 anos, Dontlov se apresenta à plateia no momento em que surgirá uma mulher da qual ele não poderá escapar.

3. As 10 etapas da paixão trágica
I. Animal, ou a Atração
II. Um Dia no Paraíso, ou a Obsessão
Empréstimo
III. Bela e Vulgar, ou a Concessão
IV. Crianças, ou a Transcendência
Empréstimo
V. Eu Não Quero Mais Ouvir, ou a Decepção
VI. Não É Mulher pra Você, ou o Arrependimento
VII. Dentro de Você, ou o Rancor
Autocitação
VIII. Glória, ou a Desistência
IX. Já é Tarde, ou a Depuração
X. Nada Vai Ser Amor, ou a Terceirização

4. Epílogo
A Persistência da Memória

CABARET

Márvio "Dontlov" dos Anjos ......... voz
Marcelo "The Teacher" Caldas........ baixo
Felipe "Heartbreaker" Aranha........ guitarra
Marcos "The Tiger" Hermes........... bateria

Com Melvin "Deep Inside" Ribeiro (teclado, guitarras adicionais) e as backings vocais Tatiana Fake (Private Dancers), Natasha Nunes, Juliana Lopes e Aline Nabisi

Quem quiser conferir um pouco do disco novo: www.myspace.com/radiocabaret

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Recesso e planos para 2010, 2011...

Para quem ainda não notou, este blog está de férias.
Aliás é meu cérebro que está de férias até depois do carnaval 2010, quando este ano realmente começará.

Até lá não devo escrever quase nada.
Não escrevi a resenha sobre o show do AC/DC de novembro passado, e talvez nem escreva sobre o show do Cabaret que pretendo ver essa semana na Drinkeria Maldita.

Talvez eu fale apenas um pouco sobre o que está por vir.
Esse é o ano onde começa a reta final do meu plano B, portanto pretendo sinceramente estudar pra valer a partir de março.
2010 será um ano árduo. Talvez eu faça uma pequena pausa para assistir a Copa do Mundo e uma breve reflexão para escolher os meus candidatos para a eleição de outubro.
Fora isso estarei com a cara enfiada nos livros e economizando dinheiro. Sempre que possível claro, pois algumas despesas são inevitáveis: vai que o Paul McCartney vem tocar no Rio, ou o Led Zeppelin. Se o Glenn Hughes viesse aqui de novo eu já iria ver.
Enfim esse e o próximo serão anos de investimento, de semeadura. Espero colher muito ao final de 2011.

Até lá, como dizia Neil Young, keep on rocking in a free world (enquanto ainda tem).

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Lombardi 1940 - 2009

Quando Sílvio Santos dizia "É você, Lombardi?" ouvíamos sempre a resposta entusiasmada "Oi, Sílvio!" emendando uma propaganda, seja do extinto tênis Montreal ou outra bugiganga qualquer.

Para quem nunca tinha visto a figura, olha o cara aí.

Nunca mais ouviremos a sua voz e o SBT (Sistema Bozo de Televisão) nunca mais será o mesmo.

AC/DC no Morumbi (parte 1)

Começo nesse post a 'odisséia' do show do AC/DC.

O dia começou agitado. Resolvi todas as minhas tarefas o mais rápido que pude e saí do trabalho às 15:30.
Fui caminhando até o aeroporto Santos Dumont, acompanhado do meu amigo Bruno.

Chegando lá tentamos antecipar o voo e partir logo para São paulo, mas todos os voos estavam cheios e a fila de espera era gigante. A Gol nem estava mais colocando nomes na fila de espera.

Fizemos contato com um outro viajante que se ofereceu para rachar um táxi de Congonhas para o Morumbi com ele e mais um outro cara. Oferta aceita.
Ficamos ali no aeroporto marcando tempo. O tênis novo que eu usava fez uma bolha no meu dedo e tive que pedir um pedaço de esparadrapo no posto médico do aeroporto que estranhamente não tem nenhuma farmácia. Colocado o esparadrapo, a bolha parou de incomodar tanto.

Nesse meio tempo, minha enviada especial foi até o escritório da British School em Botafogo para comprar o ingresso do evento do Jimmy Page que aconteceria na escola na Urca no dia seguinte, sábado.

Já tínhamos tomado uma negativa quanto à reserva do ingresso para evento similar no Rio Rock e Blues Club da Lapa no domingo. Como não tínhamos nada para fazer até a hora do voo, o Bruno resolveu ligar pro Rio Rock e Blues Club para uma última tentativa. Resposta padrão: não estavam fazendo reservas. Foi aí que pintou a frase "mas e se eu for aí comprar agora?"

Saímos do aeroporto e pegamos um táxi até a Lapa. Os ingressos foram comprados e voltamos ao aeroporto.

O fim de semana estava apenas começando e em poucas horas estaríamos assistindo o AC/DC ao vivo no Morumbi para, no dia seguinte ver o Jimmy Page num show com Pepeu Gomes e George Israel e, de quebra, garantimos presença também no show de domingo com o Jimmy Page.

Fim de semana ecumênico, na presença de deuses.

O voo da Gol partiu do Rio e chegou em Sampa no horário previsto. Eu, Bruno e nosso dois companheiro de última hora entramos numa fila pra pegar um táxi pro Morumbi.

Pegamos um taxista um tanto 'excêntrico' que mandou "Estão indo pro show? Então vamos no rock... cristão(!?!)". Fomos ouvindo bandas de rock evangélico barulhentas até o estádio. Cada uma mais alienígena do que a outra pra mim.

No caminho avistamos o Rato (amigo que veio do Rio também, mas iria assistir o show na arquibancada) parado num posto de gasolina bebendo cerveja. Acenamos e seguimos viagem.

Depois de um transito ruim, mas não impossível, saltamos bem perto do Estádio do Morumbi. O taxista roqueiro-cristão-são paulino nos cobrou a corrida de acordo com o taxímetro, o que custou R$10 pra cada um. Nada mal.

O papagaio de pirata na foto é um dos nossos companheiros de última hora, Gustavo.

Como tínhamos pegado um chuva na ida, por precaução compramos uma capa de chuva cada um, a R$5 pratas o que também não foi exorbitante.

Descendo a ladeira até o Morumbi entendi um pouco a pinimba da Fifa com o estádio. o Acesso é bem complicado. As vias principais acabam no estádio que deve ser contornado. Com 70 mil fãs do AC/DC que chegaram em horários diferentes já foi difícil. Fiquei imaginando como seria a saída com todo mundo ao mesmo tempo.

(continua)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Jimmy Page no Rio


Como se não bastasse o AC/DC amanhã em São Paulo, no sábado (depois de amanhã) esse senhor da foto vai tocar em dois eventos especiais aqui no Rio.


O primeiro é à tarde em The British School junto com George Israel do Kid Abelha e Pepeu Gomes, acompanhados da banda da escola.

Logo mais, à noite, Page vai se apresentar no Rio Rock e Blues Club da Lapa.

As apresentações fazem parte da campanha beneficente em prol da Casa Jimmy em Santa Tereza.
Saiba mais aqui.

Esse evento não foi bem isso que eu anunciei. Page não tocou. Mais detalhes nos próximos posts.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Qual é a música (saideira)

Uma última antes do show. Mais difícil de todas.

"Olho pro meu relógio pra descobrir
a hora certa do dia
Olho pra libido dela
Tenho que me levantar e subir nela
para rolá-la no feno
Fazendo suar, a temperatura
sobe durante o dia todo..."

Dica: escolhi essa em homenagem ao calor que fez nesse fim de semana.

Vejo vocês no Morumbi.

Campeonato Brasileiro - Série A - profecias finais

Faltam apenas dois jogos para acabar mais um campeonato brasileiro de futebol por pontos corridos.
Talves essa edição seja a primeira da qual torcedores de vários times conseguirão recordar de algum jogo.
Desafio alguém a lembrar do jogo que decidiu qualquer dos campeonatos por pontos corridos até hoje.
O tal "campeonato emocionante" tem apenas emoções passageiras, nada a recordar depois de dois anos. Nenhuma partida histórica, nenhuma final memorável.

O título desse ano está entre São Paulo (trocentas vezes campeão) e o Flamengo (5 vezes campeão - com boa vontade desse escriba).
Se o São Paulo vencer, será mais um título brasileiro para esse time do Morumbi. Apenas estatística sem nenhuma emoção, como grande parte dos outros que o São Paulo já coleciona - alguém lembra de algum?

Seguem as profecias finais (sujeitas a erros astronômicos ou acertos celestiais):

Campeão: Flamengo
Vice-campeão: São Paulo
Outras vagas para a Copa Libertadores: Internacional e Cruzeiro

Rebaixados: Coritiba, Santo André, Náutico* e Sport*.

Fluminense ainda consegue uma vaga para a Copa Sulamericana.

O fiel da balança será mesmo o Goiás. O Flamengo vencerá o São Paulo na corrida dos pontos sem que haja uma final entre os dois times.

Profetizo que o campeonato será chato como sempre.

* já rebaixados matematicamente

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Twisted Sister

Os "garotos maus" do rock vão se apresentar amanhã no Via Funchal em São Paulo.



Infelizmente não poderei ir.
Para os que vão espero que curtam um grande show.

Rock on.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CR Vasco da Gama


A equipe de futebol do Club de Regatas Vasco da Gama retornou à primeira divisão do Campeonato Brasileiro com uma vitória sobre a equipe do Juventude do Rio Grande do Sul no Maracanã, no sábado passado.
Pronto. Esse é o fato. Cru, sem firulas, seco.
Mas para o torcedor do Vasco da Gama qualquer notícia sobre o clube nunca será desprovida de emoção, paixão, arrebatamento.

A equipe de futebol conquistou matematicamente a classificação para figurar novamente entre os 20 melhores times do futebol brasileiro. Melhores porém não maiores.
Somente um punhado escasso de times pode ser comparado à grandeza do Vasco.

Restam ainda alguns jogos para conquistarmos o título da Série B. Pois continuaremos jogando futebol para isso.
Se vencermos - e acho que vamos - colocaremos o troféu em nossa Sala de Troféus, em lugar de destaque, ao lado da Taça Constantino: segunda divisão do Campeonato Carioca de 1922, primeiro troféu da nossa gloriosa história.

Uma história cheia de conquistas, beleza e paixão.
O Vasco é o único clube grande do Rio que nasceu no subúrbio carioca. Foi o único dos grandes que não precisou abolir preconceitos raciais, pois nunca os teve, nunca couberam no ideal da nossa sociedade esportiva.
Somos o único time grande que começou na segunda divisão do carioca e conquistou seu lugar como uma potência do futebol. Uma associação formada por atletas remadores, alegres e leais sempre. A turma da fuzarca.
Não há manchas na nossa história.
Ficar nas últimas posições do Campeonato Brasileiro de 2008 nos levou para a segunda divisão pela primeira e única vez. Fruto de um trabalho nocivo e desonesto da administração anterior do clube. Uma nefasta sabotagem de um grupo que percebeu que não poderia mais se perpetuar no poder, execrado por todos os verdadeiros vascaínos.

Quem quer ser grande - e somos - não pode ter vergonha do passado. Não nascemos elite. Nascemos dos pobres, negros, operários.
Esse é o espírito vascaíno.
Nunca tivemos vergonha do que somos: apaixonados pelo futebol, somos vascaínos ontem, hoje e sempre. Trazemos um lindo símbolo vermelho no peito, da cor do nosso sangue, da cor da nossa paixão, e cantamos a plenos pulmões com amor, a cada gol, a cada virada no placar. Até mesmo a cada derrota continuamos lá, amando nosso clube, incentivando nossos atletas.

Aos nossos tradicionais adversários digo apenas que nos aguardem. Logo nos enfrentaremos no gramado novamente em 2010.
À nossa imensa torcida bem feliz não preciso dizer nada. Nos encontraremos como sempre nos estádios do Brasil afora.

CASACA! CASACA!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Faith No More


Faith No more é uma banda curiosa. A primeira vez que ouvi uma música deles foi no começo dos anos 90. Achei estranho, mas não ruim. Havia uma mistura diferente de rock pesado com funk e outras coisas não identificáveis, mas que, apesar dos elementos, não parecia nada com os clássicos Cream ou Deep Purple.
O Faith No More só chamou a atenção por conta do vocalista Mike Patton quen entrou na banda em 1989, quando lançaram o álbum The Real Thing.
Excelente álbum que eu tive até em vinil – na época eu jurava que era o álbum de estréia da banda, mas depois descobri que eles já tinham mais dois álbuns anteriores. Um deles com o hit We Care A Lot.

Os vi ao vivo pela primeira vez no Rock In Rio 2, em 1991 no Maracanã, na mesma noite do Guns’N Roses. Aliás o Faith No More e o Guns’N Roses foram as duas bandas mais emblemáticas do rock dos anos 90 - apesar de terem surgido nos anos 80 ainda - fora do ‘movimento’ grunge. Bandas de qualidade impulsionadas por uma MTV jovem e verdadeira.
A última vez que os assiti foi na abertura do primeiro show do Ozzy no Metropolitan (se não me falha a memória foi em 1995). A banda não foi bem recebida pelo público de heavy metal – Patton havia abdicado do visual college-top-long-hair e estava com um visual marombado, sem camisa, de cabelo raspado, muito esquisito para uma banda de rock em noite de heavy metal.

Apesar de Patton ser o terceiro vocalista da banda, hoje o Faith No More é Mike Patton e sua banda. A presença e liderança do vocalista é praticamente a única coisa que os coloca meio metro acima do bem e do mal.

Mike Patton - presença.


Fui assistí-los novamente ontem no CitiBank Hall – o mesmo lugar da última vez que os vi. Decidi de última hora pois o Faith No More não me diz mais muita coisa, mas havia a esperança de que tocassem muitas músicas de The Real Thing, então achei que valia a pena.
Eles realmente tocaram muitos hits desse álbum, mas não foi por isso que valeu a pena.
A satisfação da banda por tocar no Rio e a satisfação do público lotando a casa foi algo que não apenas surpreendeu, mas renovou as esperanças no roquenrol.

Billy Gould - baixo marcante.

Só para destacar alguns momentos, Patton cantou um pedacinho de ‘Ela É Carioca’ e a banda mandou ‘Falling To Pieces’ no bis – uma canção que foi pedida em coro pela platéia no final do show; nem estava no set list e, talvez por isso, a banda deu uma atravessada no final da música.

Jon Hudson - peso e melodia.

Sobre a banda, foi legal rever a formação quase clássica. Senti falta da cabeleira e da velocidade do guitarrista Jim Martin - substituído por Jon Hudson depois de algumas outras tentativas da banda para encontrar um guitarrista - e foi emblemático ver o baterista Mike Bordin com os mesmos cabelos longos cheios de dreads... grisalho! O cara é uma máquina.

Sobre o Citibank Hall apenas a reclamar da enorme fila para comprar o ingresso. As bilheterias são muitos lentas. Por isso o começo do show foi atrasado em mais de uma hora.
O shopping Via Parque continua péssimo para atender ao público do rock. Vários estabelecimentos da praça de alimentação ficaram sem chopp e foi difícil conseguir um copinho (Lei Seca my ass). Tive que rebater um comentário de que nesses dias eles vendem muito mais chopp do que o normal – errado. Eles vendem a mesma coisa, já que não tem capacidade para vender mais.

Para uma banda que tocava War Pigs (também pedida pelo público, mas não atendido ontem) só para fazer graça, numa época em que o Black Sabbath era uma piada de mau gosto, o Faith No More envelheceu bem e continua sendo um grande show.

O rock sobrevive, mesmo debaixo das camadas de esquisitice do Faith No More a coisa está lá. I know the feeling, it is the real thing.

(fotos roubadas do UOL)