quinta-feira, 8 de maio de 2008

O bote da cobra


Depois de 20 anos de shows, ainda fico surpreso como um concerto de rock pode trazer felicidade instantânea para o coração.


Foi o que aconteceu no show do Whitesnake ontem no Citibank Hall.
A banda entrou no palco um pouco depois das 22h, dando um desconto para o jeitinho carioca de chegar atrasado. Não só por culpa dos cariocas, encarar o trânsito até a Barra no meio da semana não é mole. Entramos às 21h e a casa ainda estava vazia. Nessa hora deu um aperto no coração pois lembrei do último show do Cult no mesmo lugar que ficou "meio-cheio".
Porém ás 21:30, um bom público já enchia a casa e esperava ansioso pela banda.

Palco vazio antes do show.



Com um pé no hard rock inglês dos anos 70 e outro no heavy metal farofento dos Estados Unidos da década de 80, Whitesnake tem uma das mais longas carreiras do rock´n roll. Já tocaram outras 3 vezes no Rio. A primeira, nem preciso comentar, foi no Rock In Rio 1 em 1985. A segunda foi numa edição do Monsters Of Rock nos anos 90, quando tocaram na mesma noite que o Megadeth, e na terceira vez serviram recentemente de banda de abertura para o Judas Priest. Essa última apresentação foi frustrante para quem assistiu porque foi muito curta. Lamentavelmente cheguei atrasado e vi só o Priest...

Mesmo com uma longa carreira, muitos fãs e todo o sucesso nos anos 80, voltou a ser o que era no início, a banda de apoio para o cantor Coverdale. Apesar de algumas formações marcantes (com guitarristas do peso de John Sykes e Steve Vai ), Whitesnake é apenas a “banda-solo” do David Coverdale. Ele monta e remonta a banda quando quer e, a cada turnê, temos que ver e ouvir para crer. Muitas vezes ele acerta, mas fica sempre a impressão de que a formação anterior poderia ter rendido mais álbuns bons, mais canções memoráveis, se tivesse durado mais tempo.

Dessa vez eles impressionaram.

Coverdale montou essa encarnação do Whitesnake com dois guitarristas solo, Reb Beach e Doug Aldrich. Este último é também co-autor das músicas do álbum novo, Good To Be Bad, e é quem, na prática, executa a maioria dos solos no show com sua Gibson Les Paul.
Nos teclados está Timothy Drury que, além de ser a cara do Ian Gilan (segundo o Roney), já tocou com os Eagles e o Yes. A bateria está sob as baquetas precisas de Chris Frazier que já tocou com Steve Vai e no Edgar Winter Group. O baixista Uriah Duffy também surpreendeu pela pegada e presença de palco (leia-se presepada) e por ser alguém que já tocou com Christina Aguilera(argh!). Com exceção do baterista, todos fazem backing vocals.
Ah sim... e David Coverdale nos vocais.

Voz potente ajudada por excelentes backing vocals e efeitos de eco.


Coverdale continua sendo o melhor vocalista da história do rock (podem discordar se quiserem, seus hereges pagodeiros!). Além de cantar muito, tem ainda uma bela voz e grande presença de palco. Sabe concentrar a atenção da platéia e também sumir, deixando os músicos da banda brilharem, mesmo com ele no palco. Poupou a voz para soltar alguns agudos, mas principalmente para deixar o público cantar sucessos como Love Ain´t No Stranger, Fool For Your Loving, Is This Love e Here I Go Again.
Aliás o público foi um show à parte. Muita gente feliz, cantando muitas músicas. A alegria do público contagiou a banda que fez uma grande apresentação.
O repertório ficou concentrado nos sucessos da década de 80. Tocaram só uma dos anos 70: Ain´t No Love In The Heart of The City (sem contar as do Deep Purple).
Num determinado momento David apareceu com uma cobra de borracha na mão, falando algo sobre a “cobra branca”. Estava tão à vontade que não poupou o público de seus gestos obcenos preferidos como coçar o saco e masturbar o pedestal do microfone.

Uma pausa para os solos de guitarra conjuntos dos guitarristas deu um tom duelístico e pôde mostrar bem a técnica dos dois. Foi seguido da clássica Crying In The Rain.
O solo de bateria foi curto o bastante para ser interessante.

Guitarristas: solos conjuntos.


Bateria purpurinada.


Baixista: presépio e pegada.



Love Ain´t No Stranger. (veja outro video aqui).

The Deeper The Love no YouTube. Versão acústica como no Starkers In Tokyo.

Eu e Vanessa.


Roney, Eric, Carlos e eu.


As músicas do disco novo foram bem escolhidas. O hard rock Can You Hear The Wind Blow foi divertido por lembrar vagamente o Massacration no verso “Across the sea...”. A melhor das 3 tocadas foi mesmo Lay Down Your Love, um rock farofento e empolgante com um toque rhythm and blues, que soa familiar como um sucesso do Whitesnake. Um clássico instantâneo.
Para encerrar, David cantou Soldier Of Fortune à capela, seguida de Burn introduzida pelas duas guitarras tocando uma variação do riff. No meio rolou uma citação curta de Stormbringer. As três do Deep Purple, da época em que Coverdale foi o vocalista da banda.

Soldier of Fortune valeu um telefonema para o Bruno em Manaus, já que o Whitesnake não tocou essa no show de lá (leia aqui uma resenha).
Burn foi um belo encerramento, mas ainda prefiro a execução do Glenn Hughes no Circo Voador, mais fiel à versão do álbum homônimo do Deep Purple.
Ficou a sensação de um show intenso e emocionante, mas um tanto curto.
Contabilizando tudo, valeu muito o show. Ainda teve o bônus da ressurreição do Roney e as palhetas conseguidas por Eric e Carlos.
Público nota 10 e show idem.

Roney (ao fundo de braços erguidos): pinto no lixo renascido do inferno.


Espólio do Carlos.


Espólio do Eric.


Baqueta ao público.


Segue o Set List de memória (correções são bem-vindas):

01- Best Years (nova)
02- Fool For Your Loving
03- Bad Boys
04- Can You Hear The Wind Blow (nova)
05- Love Ain't No Stranger
06- Lay Down Your Love (nova)
07- Is This Love
(solos das guitarras)
08- Crying in the Rain
(solo de bateria)
09- Ain't No Love In the Heart of the City
10- The Deeper The Love
11- Give Me All Your Love Tonight
12- Here I Go Again
(bis)
13- Still of the Night
14- Soldier Of Fortune
15- Burn/Stormbringer


Até a próxima.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

CQC

Hoje assisti pela primeira vez o programa CQC (Custe o Que Custar) da Band.
O programa da Band é uma reprodução do homônimo CQC (Caiga Quiem Caiga) da TV Telefe da Argentina.

Ancorado pele jornalista e humorista Marcelo Tas o programa desfia com muito humor e gozações, matérias jornalísticas de interesse geral.
A surpresa é que, mesmo fazendo gozação com tudo e com todos, conseguem produzir melhor jornalismo que a maior parte dos telejornais da televisão brasileira.
São poucas matérias, mas são muito bem feitas, sempre com um humor ácido e inteligente, tipicamente paulistano. Sarcasmo na medida certa.
Lembrou levemente o Casseta e Planeta dos tempos que eles sabiam fazer rir.

A cara de pau dos reporteres é um ponto forte no quesito humor e também ajuda no papel de imprensa.
Não desistem das matérias e vão até o ponto da desmoralização do entrevistado, quando este merece.
Tudo baseado nas perguntas, ora sérias ora engraçadas, que pegam os entrevistados de surpresa.

Alguém diria: e daí?
O Pânico faz isso a milênios, o Casseta e Planeta também ainda tenta fazer algumas coisa nesse sentido.
A diferença está no conteúdo realmente jornalístico do programa, que flui junto com as piadas.
A produção e qualidade técnica também surpreendem.

Além da qualidade jornalística e técnica, outro ponto forte do programa é a trilha sonora.
Como só vi um programa, não sei se é sempre a mesma.

A trilha de hoje estava sensacional. Só tocaram rocks: Kiss, Metallica, Led Zeppelin, Deep Purple e AC/DC. Contei cinco músicas difetrentes do AC/DC e duas do Deep Purple.

Ganharam no ato, mais um telespectador.

Recomendo.

terça-feira, 15 de abril de 2008

No rastro da cobra



Whitesnake vai tocar no Rio no dia 07 de Maio no CitiBank Hall, antigo Metropolitan na Barra da Tijuca.
Já garanti o meu lugar.

Curiosamente o ingresso do mesmo show em Manaus é bem mais bonito. Veja aqui.

O álbum novo do Whitesnake é bom. Chama-se Good To Be Bad.
Destaque para as faixas Good To Be Bad, All For Love e Can You Hear The Wind Blow, hard rocks bem a cara do Whitesnake. Um disco do Whitesnake sem baladas é algo inconcebível, e esse tem duas baladas de alta qualidade: Summer Rain e Til The End Of Time. Esta última a minha favorita do álbum.

A voz de David Coverdale soa bela como sempre, porém não tem a mesma textura homogênea de antigamente. E isso é notado justamente nas músicas mais lentas.
Nada que comprometa a qualidade, muito acima da média atual do rock mundial.

"Não sei aonde estou indo
mas com certeza sei onde estive
me agarrando nas promessas das canções de antigamente
E tomei minha decisão, não vou mais desperdiçar tempo
Mas aqui vou eu de novo, aqui vou eu de novo

Mesmo continuando a buscar uma resposta
Parece que nunca encontro o que procuro
Senhor, rezo para que me dê forças para continuar
Porque sei o que significa andar pela solitária rua dos sonhos

Aqui vou eu de novo sozinho
Seguindo pela única estrada que jamais conheci
Feito um errante eu nasci para andar só
E já me decidi, não vou mais desperdiçar tempo"
- Here I Go Again

É isso crianças.
Cobra que não anda não engole sapo.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Paixão requentada

Tudo era mais simples agora, depois dos trinta. Bem depois dos trinta...
Mais simples do que quando se tem dezoito anos.
Ele deu-lhe um beijo na boca. Tímido no início, mas logo se tornou um baita chupão, daqueles bem babados. Sua mão direita segurou a nuca, a outra mão a envolvia pela cintura. Seus dedos por dentro dos cabelos curtos e negros dela.
Puxou-a firme contra o seu corpo enquanto prolongava o beijo. Sua língua viajava dentro daquela boca perfeita. Ela retribuía com paixão.
Teve uma ereção. Por um momento ficou constrangido por ela perceber. Um pensamento pueril, como no tempo em que os dois eram adolescentes. Depois considerou que suas ereções não eram mais como antigamente e que talvez ela nem tivesse sentido. Depois... dane-se! Era para sentir mesmo o seu pau duro. Duro como há muito não ficava.
Ela era uma paixão requentada, ele sabia. Mas paixões antigas, mesmo as que estão adormecidas podem ser poderosas. Mexem. Sacodem toda uma vida. Fazem voltar no tempo.
A paixão é algo que cresce mesmo quando você evita com todas as forças.
Estava tudo errado, mas e daí? Era bom e ele estava feliz.

Marcaram outro encontro. Num café no centro da cidade. Num ponto pouco movimentado, longe do trabalho dele.
Ele saiu do trabalho apressado e seguiu a pé até lá. Entrou na livraria, subiu as escadas para o café. Olhou em volta, não a viu de primeira. Um pensamento turvo logo surgiu: ela não me esperou.
Mas ela estava ali. Sentou-se na mesa e a cumprimentou com um beijo no rosto. Mantinham a postura de apenas amigos sempre que estavam em público. Havia um motivo para isso: ambos eram casados.
Ele pediu um capuccino. Nunca pedia um capuccino, mas queria algo maior do que um café expresso. Queria beijá-la.
Era estranho estar ali e não poderem se beijar. Foi o que ela disse. Ele concordou.
Ficou por alguns instantes olhando para o decote do vestido dela.
Ela usava um belo vestido longo. Branco e verde.
Quando percebeu que estava hipnotizado, olhou para o seu rosto. Ela deu um leve sorriso, mas não falou nada. Talvez ele tenha ruborizado, não tinha certeza.
Seus seios eram grandes, maiores do que ele se lembrava. Achou sexy. Queria beijá-la.
Conversaram sobre como poderiam se encontrar de novo. O encontro não durou muito. Saíram. Caminharam juntos. No meio da avenida pararam no sinal. Ele estava louco para beijá-la, mas no meio da avenida era muito arriscado. Nada de dar bandeira em público. Esse era o trato.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ozzy abala a Arena do Pan

Antes de falar do show, vou falar sobre o esquema da Arena.
É ruim.
Há um estacionamento amplo por R$15 a vaga. Porém não tem nenhum controle sobre o número da placa do carro. Qualquer um pode entrar, roubar um carro e sair dirigindo tranqüilamente. Os R$15? Não valem de nada.
Fiquei irritado com a lentidão para estacionar e resolvi cortar os 3 carros que iam na minha frente por fora.
Resultado do vandalismo: quase atropelei um dos flanelinhas da Arena. Ou melhor, "lanterninhas" da Arena. O cara chegou a colocar as duas mãos no capô do meu carro e gritar.
Os "lanterninhas" despreparados, atrapalham mais do que ajudam. A falta de sinalização adequada também complica a vida dos motoristas e do público.
O local tem solução, basta que seja administrado por alguém que entenda do assunto.
Estacionei longe pacas, nas últimas vagas.
O triste foi perceber que grande parte do estacionamento é em cima da curva da entrada da reta das arquibancadas do ex-Autódromo Nelson Piquet. Perdemos um autódromo para ganhar uma arena.


Quando entrei já tinha acabado o show do Black Label Society. Como nunca ouvi nada dessa banda e ainda perdi o show, ficarão sem comentários. Vou me atualizar sobre eles.

Começou o show do Korn, com uma meia dúzia de gatos pingados com camisas da banda empolgados.
Não confundir rodas de empurra-empurra com apreciação do show. Normalmente é ao contrário.
Acabou o show do Korn.
O único momento diferenciado no show foi uma citação de We Will Rock You no meio da música do Korn. Digo a música porque pareceu que eles tocaram a mesma música do início ao fim do show.
Depois do barulhento show do Korn veio o velhinho das trevas.


Rolou um video de introdução onde Ozzy se coloca no lugar de personagens famosos do cinema e da televisão. Ilário.

Ozzy entrou no palco por volta das 22:20.

Abriu o show com I Don`t Wanna Stop e tocou Bark At The Moon e Suicide Solution na seqüência.
Teve retorno. O público o saudava com gestos e gritos. Ozzy comandou a galera definindo os gestos que todos repetiam. Braços para o alto balançando, palmas, etc.
Ele parecia estar se divertindo de verdade.
Apresentou a banda, exigindo de maneira bem humorada mais apalusos para os músicos.
Ozzy anunciou a canção Mr. Crowley e o telcadista entrou tocando a introdução. Na hora de gritar "Mr Crowley" e começar a música, Ozzy fez uma longa pausa, só para brincar com o público que gritou sozinho. Depois entrou cantando e a banda o seguiu.
Sua voz mantém a assinatura que o consagrou. Mesmo com apoio de muitos efeitos, surpreendeu por ainda cantar bem. Enviei uma mensagem de texto para o meu amigo Bruno Borba em Manaus, para não perder o costume, e ele então pôde dormir em paz.
Essa música me lembra sempre a Sociedade Alternativa de Raul Seixas, pois cita o mesmo personagem real, Alesta Crowley. Ozzy e Raul tem tudo a ver.
Depois de tocarem Crazy Train, Zakk Wylde ficou sozinho no palco fazendo um solo de guitarra de mais de 10 minutos. Monótono e barulhento. Em alguns momentos citou Jimi Hendrix, mas passou só raspando.
Falaram bem desse guitarrista, mas pelo que vi, só valeu pela presença de palco e empolgação. Achei os efeitos de distorção escolhidos por ele muito confusos, o que atrapalhou o entendimento do que ele tocava na guitarra. Pode ter sido falha do som da Arena, por isso vou manter o cabeludo com créditos por enquanto.

Vocês querem No More Tears? Então toma!

Ozzy ainda teve presença para mudar o set list no meio do show quando a galera começou a gritar No More Tears.
Ele mandou: "What do you wanna hear?"
E o coro de No More Tears aumentou.
"Ok. No More Tears"
A banda levou uns 30 segundos para acertar os efeitos para baixo e para o tecladista se achar. Depois entrou. A canção que o público pediu foi bem executada, inclusive os efeitos pré-gravados dela.
As canções eram acompanhadas de vídeos ilustrativos. Um agrado para a geração MTV, na qual Ozzy apoia a sua ressurreição como estrela do rock.
Zakk entrou empunhando uma guitarra de dois braços, alá Jimmy Page, para tocar Mamma I'm Coming Home.
A guitarra de 12 cordas estava meio desafinada, mas o engenheiro de som percebeu e diminuiu um pouco, aumentando o teclado.



Atiraram um objeto no palco que chamou a atenção do Ozzy.
Ele pegou e colocou na cabeça, um arquinho com um par de chifrinhos vermelhos, daqueles apetrechos de carnaval. Pensei que ia comer, mas acho que ele jantou antes do show. Lembrou o Angus Young.
Usou um tempo e depois atirou de volta, rindo.
Num outro momento, mostrou a bunda para o público.

Baldes d'água para refrescar a galera. Ozzy repete o gesto de 1995.

Não sei quantos desse baldes acertaram meus amigos empuleirados na frente do palco, mas vou logo dizendo que em 95 Ozzy jogou um balde inteiro somente em mim, atendendo meu pedido com os braços erguidos. Falando em amigos, esse foi o show que reuniu a maior quantidade deles nos últimos 10 ou 12 anos. No outro show do Ozzy no Rio (sem contar o Rock In Rio 1, claro), haviam mais dois amigos que estavam presentes mas que também não viram o show. Chalreo em coma alcólico e Roney ao seu lado preocupado e tentando segurar a própria onda.

Rolaram 3 clássicos do Black Sabbath para alegrar a velha guarda (como eu): Iron Man, War Pigs e Paranoid. Faltou a minha preferida, N.I.B.

Zakk preparou um final apoteótico para o show.
No meio de Paranoid, teoricamente o último número, sentou na beira do palco, entregou a guitarra para o público e depois saltou do palco para pegar de volta.
Queria tocar no meio da galera, o que provavelmente renderia pelo menos mais um número no show.
Mas nem tudo são flores, principlamente porque o movimento hippie já acabou há 40 anos.
Um retardado puxou a guitarra para si e, num único golpe, quebrou o braço da guitarra na sua perna.
Zakk ficou extremamente puto. Frustrado por não conseguir o seu intento e desconsolado por terem quebrado sua guitarra de estimação.
Restou ao ultra-barbado guitarrista chorar no ombro do velhinho das trevas no centro do palco.
Ozzy dava tapinhas nas costas de Zakk enquanto esse balançava a cabeça, sem acreditar no que tinha acontecido.
Paranoid seguiu só com baixo e bateria. Ozzy cantou até o final e foi isso...
Como disse, eu não assisti o Black Label Society e pela cara do Zakk, ao final do show, acho que não vou assistir.
Foi um bom show. Poderia ser um evento histórico para a galera que estava ali vendo o Ozzy pela primeira vez, não fosse o incidente com a guitarra do Zakk. Sorte que foi no finalzinho do show. Valeu pela companhia de muitos amigos difíceis de reunir em um só lugar.
O coroado príncipe das trevas saiu consagrado por seus velhos e novos fãs depois de 2 horas de show onde se movimentou muito, pulando e dançando.
Pelo que mostrou no palco, mudou a minha idéia de que essa poderia ser sua última turnê. Acho que ainda pego uma "Last Sabbath Reunion" com ele.

"Milhões de pessoas vivendo como amigos, talvez não seja tão tarde para aprender a amar e esquecer como odiar."
- Crazy Train

A Arena

O set list completo para registro:

0. Video de introdução e Carmina Burana
1. I don’t wanna stop
2. Bark at the moon
3. Suicide solution
4. Mr. Crowley
5. Not going away
6. War pigs
7. Road to Nowhere
8. Crazy train
9. solo de Zakk Wylde
10. No More Tears
11. Iron Man
12. I Don’t Know
13. Here For You
14. I Don’t Wanna Change The World
Bis
15. Mama I’m Coming Home
16. Paranoid


Vejo vocês no Whitesnake.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Iron Maiden no Palestra Itália (o show)

Entrada tranqüila e organizada. Cerveja cara, para variar.
A área da Pista Especial era bem pequena, o que minimizou a briga por lugar. Qualquer lugar era bom. E também deixou a Pista Normal mais próxima do palco do que eu esperava. Primeiro rolou um showzinho de abertura com a filha do Stevie Harris e sua banda. Lauren Harris cantou suas músicas e deu o seu recado. Não há muito o que comentar. Ela não tem uma grande voz, nem uma voz bonita, mas não desafina. Tanto a banda quanto as músicas estão mais para trilha sonora de Malhação. Um rock comercial e bobinho para pré-adolescentes. Muito cabelos esvoaçantes por parte do guitarrista e do baixista. Este último se esforçou para interagir com o público e foi até simpático.
Depois do show da filha mais velha do baixista do Iron Maiden (essa é a melhor definição para ela, acredite) veio o segundo susto. Caiu uma tremenda chuva.
Molhados
Por sorte a chuva durou apenas o intervalo para o Iron Maiden subir no palco e já tinha parado quando começou o video de introdução do show. No entanto deixou o palco encharcado. A banda entrou detonando Aces High e Bruce entrou derrapando pelo palco.
Seu microfone deu algumas falhadas durante a música, mas já na segunda música, 2 Minutes to Midnight, o som estava impecável.
O vocalista corria de um lado para outro e patinava na grande poça d'água que era o centro do palco. Ele parecia de divertir. Confesso que fiquei com medo dele tomar um estabaco e parar o show. Acabou fazendo uma pausa para que passassem o rodo no palco (literalmente). Bruce achou que o cara estava muito mole e ele mesmo pegou o rodo e passou.










Público bem jovem e renovado de São Paulo. Mais educado, no geral, do que o do Rio, mas um tanto menos animado (pelo menos ali na Pista Especial).




Bruce Dickinson teve o mérito de esticar várias notas para que sua voz sobressaísse sobre a voz do público, em várias músicas. Mostrou que sua garganta está em plena forma.








Fear of the Dark de longe.


Alguns dos videos que eu fiz. Só para dar um gostinho.

Introdução


Revelations


Can I Play With Madness?


Run To The Hills


Iron Maiden e Eddie no palco. Pausa para o bis.



Um show só de sucessos. O reportório me parece meio que escolhido pelos fãs da banda:
Intro - discurso de Wiston Churchill (presente na abertura do álbum Powerslave)
1. Aces High
2. 2 minutes to midnight
3. Revelations
4. The Trooper
5. Wasted Years
6. Can I Play with madness
7. Rime of the ancient mariner
8. Powerslave
9. The Number of the Beast
10. Heaven can wait
11. Fear of the Dark
12. Run to the Hills
13. Iron Maiden
bis
14. Moonchild
15. Clairvoyant
16. Hallowed be thy name

Quase perfeito. Tirando duas ou três canções e colocando outras como Running Free ou Flight of Icarus ficaria perfeito.

Mesmo para quem já havia assistido o Iron Maiden ao vivo 3 vezes, uma delas com o Blaze Bailey (argh!) nos vocais e ainda 2 shows solos do Bruce Dickinson e um show do Paul D'ianno no Circo Voador (ufa!), esse show foi eletrizante. Melhor do que o do Rock In Rio 3, apesar da grandiosidade do festival (e também pelo stress que vivi naquele show, um dia eu conto). Rivalizou com a última apresentação do Maiden no Rio, no Metropolitan (acho que era na época chamado Claro Hall). Enfim um grande concerto da melhor banda de heavy metal da história.
Me faltou um pouco de manha para tirar fotos melhores e filmar decentemente, prometo melhorar no próximo.

Sobreviventes


Em breve Ozzy Osbourne, o velhinho das trevas, estará dando o que pode ser o seu último rolé pelo mundo. Vou vê-lo para me despedir.

Up the irons!

terça-feira, 11 de março de 2008

Iron Maiden no Palestra Itália (parte 2)

A sede da torcida Mancha Verde é bem em frente à entrada da Pista do show e naquele domingo tinha jogo do Palmeiras contra o Corinthians. Não ali, mas no Morumbi.
A torcida foi se concentrando em frente a sua sede e logo já era tão grande quanto o aglomerado de fãs do Iron Maiden, pelo menos daquele lado do Palestra. Entre gritos de "Porco!" e "Maiden!" todos dividiram os espaços e botecos na maior paz.

Até os torcedores do Vasco e do Atlético Mineiro, vestindo camisas dos seus clubes, foram bem tratados.
Somente na hora de visitar a sede da Mancha é que foi exigida a retirada das camisetas, não porque eram de outros clubes, mas sim porque eram (coincidentemente) preto e brancas, cores do rival Corinthians.
Pouco antes de partir para o Morumbi, a Mancha Verde ainda deu uma demonstração de força, parando o trânsito brevemente para marchar e entoar seus gritos de guerra. Depois correram entre os carros fazendo um pseudo-arrastão. Só de onda, sem nenhum vandalismo ou violência.
Recebemos convite para ir assisisir o jogo no Morumbi, que era às 16h. Dava tempo, mas tínhamos acabado de almoçar e precisávamos tirar um cochilo para recuperar forças para o Maiden.
De qualquer forma, Heavy Metal dá sorte e o Palmeiras venceu o jogo naquela tarde.

Mancha Verde e metaleiros. Integração.

Depois de uma manhã regada a Skol e Itaipava (acredite se quiser, não bebemos Kaiser) e um almoço a quilo de boa qualidade, fomos procurar o nosso ônibus para tirar uma soneca.

Primeiro susto: os dois ônibus da nosa caravana tinham sumido e os motoristas estavam incomunicáveis, com os celulares desligados.
Sem alternativa, capotamos na primeira sombra.



As esmolas no boné são fake. Gracinha da Vanessa

Rolou um certo stress por causa da sumida dos ônibus. Alguns amigos tinham deixado os ingressos dentro do ônibus.
Algumas horas depois, os motoristas fizeram contato e explicaram que foram expulsos das vagas pela guarda-municipal.

Enquanto esperávamos pelo retorno dos ônibus, pintou a frase mais significativa da viagem. Estávamos sentados sob a sombra de uma amendoeira falando sobre bandas, shows etc. Quando Luciano (Luciano Vandalo, o organizador da caravana) disse:

"A banda mais coerente da história, mais 'true', é o Chiclete Com Banana. Até hoje eles tocam a mesma música sem mudar nada, o vocalista usa a mesma barba e a mesma bandana na cabeça. Ele é o único cara com bandana que eu respeito. Chiclete é o AC/DC brasileiro."

Depois disso, apareceram os ônibus. Deixei a mochila, escondi pilhas extras para a máquina no sapato e partimos para o estádio. Isso eram umas 17:45.

Eu e Vanessa, prontos para o show.

(continua...) No próximo post, Iron Maiden ao vivo.

Jeff Healey 1966 - 2008

Poucos guitarristas na história tocaram com o feeling de Jeff.
Quando ele partiu, no dia 2 deste mês, vitimado por um câncer, o mundo da música perdeu um pouco de brilho.
Jeff Healey foi um dos melhores guitarristas que já vi/ouvi ao vivo. Tive a sorte de assistí-lo tocar duas vezes, uma delas na mesma noite que Robert Cray.

Jeff e seu estilo único de tocar guitara como se fosse um piano.

O primeio show que assisti dele foi no Morro da Urca. Um dos mais marcantes que já vi. Grande performance dele e de sua banda.
Lembro do susto que ele tomou quando uma fã subiu ao palco para lhe entregar flores e dar-lhe um beijo no rosto.
Healey pulou ao sentir o beijo. Ele era cego. E ninguém avisou da moça no palco.
Depois do show, enquanto grande parte do público fazia fila para pegar o bondinho para descer, ele e a banda passaram ao longo para pegar o outro bondinho. De repente todos na fila começaram a aplaudí-lo. Ele parou surpreso, sem saber o que estava acontecendo. Alguém da banda explicou sobre a fila.
Jeff parava a cada 3 ou 4 passos para acenar e agradecer os aplausos, visivelmente emocionado, assim como o público.
Uma noite memorável para um guitarrista inesquecível.

Jeff Healey passeou pelo pop, rock, blues e jazz. Nesse último estilo ele tocava também trompete.
Ficou famoso por sua versão de While My Guitar Gently Weeps dos Beatles que gravou em Hell To Pay, seu segundo e melhor álbum (IMHO).

While My Guitar Gently Weeps

Será sempre lembrado como o guitarrista que fazia da guitarra a sua forma melodiosa de expressão, tocando blues como poucos.
Deixou essa vida para se juntar à grande Jam Session no além.
Vai fazer falta.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Em Brasília 21 horas

Brasília tem centros comerciais, muitos porteiros e pessoas normais. Não parece ter mudado muito nos últimos 11 anos.
Essa vai ser uma semana muito difícil.
Estou devendo (a mim mesmo) posts mais relevantes do que esse, mas o momento é pungente. Ao contrário do que canta o Zeca Baleiro, não há mais solidão no aeroporto que num quarto de hotel barato. O quarto ganha de goleada.
E pensar que no domingo passado eu estava feliz da vida no show do Iron Maiden em São Paulo.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Iron Maiden no Palestra Itália (parte 1)

Essa saga começa em Novembro de 2007, quando foi confirmado que o Iron Maiden traria sua turnê, Somewhere Back In Time, para o Brasil, mas não tocaria no Rio. A única data que cairia num fim de semana era a de São Paulo. Bom porque, das 3 cidades, era a mais próxima, ruim porque... bem era num domingo e eu tinha que trabalhar na segunda-feira.
Tomada essa decisão de ir, eu e alguns amigos partimos para procurar os ingressos.
Não tinha mais. SOLD OUT 4 meses antes do show. Desistimos.
Entretanto, forças ocultas trabalhavam sorrateiramente para me levar para esse show do Iron Maiden. Entrei em contato com minha amiga Vanessa, metaleira profissional e ela estava em uma caravana cujo organizador ainda tinha ingressos de Pista Comum e lugar no ônibus.
Topei.
Há 2 semanas da data do show, as forças ocultas ainda trabalhavam a meu favor, um colega do trabalho conversava com outro cara pelo telefone. O cara tinha quebrado o pé e estava com 2 ingressos de Pista Especial (na frente do palco). Num passe de mágica nossos ingressos se transformaram em "vips".
Partimos sábado (dia 1 de Março) da Praça XV.

Vanessa, PC e nosso blue magic bus.

Desembarque em Sampa. 7 da manhã.

7:30 no Palestra Itália. Acredite ou não, tinha gente na fila desde o dia anterior.

Esse fenômeno da fila foi realmente intrigante. Para quê ficar na fila? Os ingressos já estavam comprados. A pista é livre, ou seja, não dá para "segurar" um lugar. Acho que, como todo brasileiro, metaleiro gosta de uma fila...
A fila cresce (mas não anda, lógico). São 10 horas da manhã e só vão abrir os portões às 3 da tarde. Show só às 19h.

Acabou virando uma diversão para os ocupantes da fila ficar saudando cada ônibus de viagem que chegava ao estádio com gritos de "Maiden! Maiden!". Chegava um ônibus a cada 5 ou 10 minutos. Vários desses ônibus, porém, eram de torcedores do Palmeiras. Mas isso eu conto mais adiante.

Nada para fazer a não ser beber cerveja e confraternizar com a galera. Muita gente com camisa do Vasco, da torcida Força Jovem, que adota o Eddie como símbolo, e também muita gente com a camisa da Galo Metal, torcida do Atlético Mineiro.
Mesinha improvisada com o cone "cedido" pela prefeiura de São Paulo.
Eu fui, uai!

(continua...)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Big Gilson em Bangú

O guitarrista de blues Big Gilson e sua banda, a Blues Dynamite, vão tocar no Parada Obrigatória neste sábado.

Showzaço de blues com precinho bem camarada (R$5 antecipado e R$8 na hora)

BIG GILSON no Parada Obrigatória
Sábado 19 de Janeiro - 21 h
Rua Maravilha, 77 Bangú
inf: 7812-6748

domingo, 23 de dezembro de 2007

Blues e reencontros

A noite desse sábado foi surpreendente. Aproveitando a rápida estadia do Bruno no Rio, procuramos um showzinho para assistir e nos encontrarmos.

Descobrimos o show do Álamo Leal no Espírito das Artes, em Botafogo, e marcamos lá com mais alguns amigos.
Cheguei primeiro no lugar e, conforme fui entrando, perdi a conta de quantos músicos de blues estavam presentes. De cara identifiquei a banda do Álamo: Otávio Rocha (Blues Etílicos) na guitarra slide, Ugo Perrota (ex-Big Allanbik) no baixo e Beto Werther (ex-Big Allanbik) na bateria. Peguei uma mesa grande.
Na mesa ao lado sentaram Flávio Guimarães (gaitista do Blues Etílicos), Maurício Sahady (guitarrista) e Arnaldo Brandão (baixista atualmente nA Bolha), junto com o empresária da Delira Musica.

Ah sim. Na minha frente estava o cantor Ricardo Werther (ex-Big Allanbik), talvez o melhor cantor de blues do Brasil.
Estávamos cercados pela nata do blues carioca. Tudo isso para um simples show chamado Blues de Natal do Álamo Leal que eu sinceramente não achei que fosse bombar desse jeito. Para minha sorte, errei feio.

Toda essa galera deu canja no show, que não poderia ser outra coisa senão excelente. Todos tocaram bem à vontade diversos clássicos do blues. Mesmo com Flávio Guimarães quase batendo com a cabeça no teto sobre o palco... O número que sacudiu o público foi Hoochie Coochie Man com Ricardo na voz. Álamo, além de ótimo guitarrista e cantor, tem a capacidade e a generosidade de juntar várias estrelas da música num só palco sem desandar o blues.

No final do show, reencontrei o mestre Arildo Bluesman, que muita gente que freqüenta a cena do blues carioca deve conhecer. Fui apresentado à cantora de blues e atriz, Rosane Corrêa, linda, simpática e minha vizinha (estou louco para ouvi-la cantar). De quebra fui convidado a viajar até Tiradentes/MG para assistir à 3ª Temporada de Blues em Tiradentes de 05/01 a 09/02 de 2008. Nos dias 11 e 12 de Jan/2008 a banda Yellow Cab Blues se apresenta com seus convidados.

A noite fechou com o reencontro de um velho amigo que não via há quase 14 anos. Eram tantos assuntos que Arildo apelidou o grupo de “pau-de-enchente “. A cada 3 passos parávamos para conversar mais.
Muitas boas histórias numa noite repleta de surpresas.

No próximo sábado o point do blues vai ser no Estação Afonso Pena, na Tijuca, com Big Gilson e convidados. Outro show imperdível.

Até lá e feliz Natal.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

The Cult - Born Into This


Em 2001, a banda The Cult lançou seu último álbum de inéditas, pavimentando um caminho de pedras duras e pesadas, ou seja, o disco era pesado pacas.
Misturava elementos de hard-rock com muita distorção e outros poucos elementos característicos dos trabalhos do Cult. Era difícil conectar o álbum com os trabalhos anteriores da banda. A voz de Astbury soava como Astbury, mas a guitarra de Duffy era outra. Isso somado aos tambores precisos de Matt Sorum, que logo sairia para formar o Velvet Revolver com seus antigos companheiros de Guns N´Roses. By the way, é um ótimo álbum.

Pois bem, tudo levava a crer que o caminho seria seguido, levando a banda do Beyond Good and Evil (2001) para um disco ainda mais pesado e sombrio.
Mas na música nada é definitivo e Ian Astbury e Billy Duffy deram meia-volta e lançaram um álbum clássico. Que soa como uma evolução suave e natural do álbum The Cult (1994), aquele do cabrito montês preto na capa. Um álbum de rock dançante e agradável como os outros da banda.

É sempre bom ouvir coisas novas de uma das minhas bandas preferidas (talvez a única banda realmente rock´n roll dos anos 80) e ver (ouvir) que continuam fazendo um rock competente e, não surpreendentemente, melhor do que a grande maioria das bandas novas.

Os destaques do álbum são Tiger In The Sun, um rock quase zeppeliniano com a voz grave de Astbury no lugar dos vocais agudos de Plant, Dirty Little Rockstar com um quê de ZZ Top, e também para Holy Mountain, uma música romântica e melodiosa.


Billy Duff no Metropolitan/Atl/Claro/CitiBank Hall em Dezembro de 2006


Ainda sinto uma ponta de pena pelo último concerto do Cult no Rio de Janeiro. Com público reduzido no CitiBank Hall. Um repertório excelente só de sucessos (antes do lançamento desse álbum novo) e boa performance, com exceção de Ian Astbury que derrapou em algumas músicas. Esse show foi parte da turnê Return To Wild, uma espécie de reunião da banda para aquecer e se prepar para este Born Into This.
Até Janeiro deste ano, Astbury ainda estava envolvido com a banda The Doors, onde assumiu os vocais e excursionou pelo mundo cantando os versos de Jim Morrison.

Agora o Cult está em turnê do Born Into This, lançado em Outubro de 2007.

A formação é Ian Astbury (vocais), Billy Duffy (guitarra), John Tempesta (bateria), Chris Wise (baixo), Mike Dimkich (guitarra base). Dimkich já tinha trabalhando com a banda no Beyond Good and Evil.

Espero que pintem aqui em 2008 e façam um grande show. Enquanto isso vou esperando sentado que lancem o álbum Born Into This no Brasil.
Paz e Amor.